Publicado por: mirnacavalcanti | 6 de junho de 2014

As batalhas da vida


 

                                                                                     

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         A vida se renova em força e esperança a cada amanhecer…

 

 

                                                                       

         

 

Volto a escrever após meses de inércia e o faço, pelo fato de querer compartilhar o que sinto e vivencio. Preocupa-me sobremaneira o crescente esvaecimento da Ética, do respeito, da dignidade, da Verdade, da solidariedade, do amor para com o próximo  e de tudo o que é imprescindível para elevar a vida a patamares que a dignificam e que todos deveriam buscar.

Este pequeno ensaio foi escrito  em 2009. Hoje o reli e reeditei-o para que adaptá-lo às circunstâncias e acontecimentos tristes, no que tange a alguns seres que têm a forma humana, mas na verdade, sequer podem nivelar-se às criaturas tidas como irracionais. Aliás: compará-los aos animais, seria ofender a nobreza da fauna existente.

 

Rio de Janeiro, 06 de Junho de 2014.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque 

 

 

A vida é uma estrada a ser percorrida, usando como bússola nossas fontes pessoais de entendimento.                                 Há um milenar ditado árabe citado por Mansur Chalita e lembrado por Paulo Coelho : “a metade do mundo sempre te será adversa: se fores bom, os maus te combaterão; se fores mau, os bons te combaterão”. E isto pelo fato de que a maioria, com raríssimas exceções, têm a mente  com dimensões estreitas, a alma conspurcada com os mais baixos sentires e não admitem outros, cujos limites se encontram na eternidade e  o espírito jungido ao Criador.       Outrossim, essa lição lembrou-me a fábula: “O velho, o menino e o burro“, cuja moral é a de que não há como a todos contentar. Em assim sendo, devemos agir consoante nossa consciência – jamais  exclusivamente para agradar aos demais, pois tal será impossível. Se a alguns agradamos, desagradaremos a outros tantos…                                                              

Viver é lutar. Se o duro combate os fracos abate, aos fortes, aos bravos, só pode exaltar“, Gonçalves Dias em “A canção do Tamoio” nos ensina (*) … nada mais verdadeiro. Lutamos para nascer, para dar o primeiro choro, para mantermo-nos vivos fora do útero materno… e, assim por diante. A cada dia enfrentamos novos desafios. Passa-se o tempo, a vida inteira mesmo, até chegar perto da hora da partida e então, muitas das vezes contraditoriamente, lutamos para aqui permanecer.                 Contudo, certa estou de que esta luta toda  tem um propósito, vale a pena: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena“, Pessoa cantava com lírica sabedoria. Realmente; é o caminho que se percorre, a escola que nos vai ensinando a SER (se os olhos estiverem bem abertos, e a alma receptiva). Há que estar atentos para crescer como criaturas humanas, evoluir, ascender a estágios de maior conhecimento e, por via de conseqüência, ao própio entendimento: este, nos iluminará e, em nos iluminando na Verdade, nos libertará…                        

A meu ver, a melhor maneira de ‘viver a vida‘ é prestando obediência aos Princípios todos segundo os quais fomos criados, aos Valores que devem dar sustentáculo aos nossos agires… E ser sinceros para com nós mesmos… É infrutífero tentar mascarar, inventar desculpas para nossos deslizes (estes ocorrem, por mais que os evitemos… porém, há que esforçarmo-nos para não repetí-los)…                                                                                                                                                                      

Nossos agires revelam quem somos – que ninguém se iluda… Que ninguém se iluda… 

 

As criaturas de caráter reto (poucas, em todas as eras da história da humanidade), sabem que não há nesta Terra, juiz mais implacável e justo do que suas consciências. Quanto às que praticam iniquidades para obter vantagens espúrias de toda a sorte e em detrimento dos direitos de seus semelhantes, esses seres abjetos também estão cônscios do que fazem – e por seus atos  responderão um dia, seja aqui, seja frente ao Juiz dos Juízes.

 

Mirna Cavalcanti de Albuquerque

 

 (*) http://www.ufrgs.br/proin/versao_1/exilio/index04.html


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