Publicado por: mirnacavalcanti | 1 de agosto de 2012

NÃO somos todos iguais!


                                                                                             

Em uma dessas gloriosas manhãs de inverno, admirando esta paisagem, pus-me a pensar sobre o que escrevo: “não somos todos iguais – graças a Deus, NÃO!”

 

 

Amigos leitores,

 

 

Consagra a Constituição o Princípio da isonomia, ie: a igualdade de todos perante a Lei.

 

Isso não significa, todavia, sermos em essência e forma todos iguais, pois a própria  Natureza  encarregou-se de fazer-nos  diferentes.  Diversas ’raças’, biótipos  variados  devido à miscigenação, características intrínsecas em diversidade de gradações… Dos de inteligência primária, aos cujo QI é mediano-’normal’- a outros, em linha assintótica, cujas inteligência, sensibilidade, força, coragem de inovar, crença em si mesmos, certeza de um objetivo (que a maioria deles sabe jamais poderá alcançar) mas buscam  a perfeição e mesmo além dela – daí seu senso auto-crítico aguçado, a busca da excelência em seus agires … Esse ser e devir  ser  lhes coloca em patamares só tingido pelos gênios.

 

A realidade humana:  arte, vida, ciências

 

A lista é quase interminável assim, citarei  apenas alguns, dentre a plêiade de seres que viveram e vivem nesta dimensão para iluminá-la com sua presença e atuação. Deixaram um legado inestimável para a humanidade e os reverencio  por sua história e por serem como foram. São  universais e atemporais.  Conheço suas obras, que têm tocado e enriquecido meu ser.

 

Tendo em vista que desde os quatro anos tem sido parte de minha vida, inicio com a Arte  por ser, para mim, a mais elevada expressão da sensibilidade humana e fonte de intensa alegria e transcendência em verticalidade assintótica(*).  Quanto maior é o prazer que  me proporciona – qualquer que ela seja (música, pintura, escultura, literatura,  teatro, cinema, etc.) ao admirá-la, ao senti-la, ao ouvi-la, maior é o enlevo,  que me transporta para  dimensões superiores  a esta...

 

Volto-me para a História, pois tem sido uma de minhas paixõese, quem a desconhece, não tem como situar-se neste mundo, vez que somos hoje o resultado de nossa ancestralidade.

 

Há pessoas que, por seus feitos não só se distinguiram enquanto viviam, como seus nomes são referências históricas  como exemplos de dignidade. Entre os guerreiros  e  estrátegas,  Alexandre da Macedônia salienta-se como o maior de todos os tempos, Antes dele, Felipe da Macedônia (seu pai) ,Ramsés II, Nabucodonosor, Dario, o Grande e, mais recentemente, Napoleon Bonaparte, o pequeno corso, Von Rommel…

 

Entre os filósofosSócrates, Platão e Aristóteles.                                     

 

Salto alguns séculos e cito, em outras esferas, Leonardo da Vinci, Ticiano Vecelli, Rafael Sanzio, Michelangelo Buonarroti, Dante Alighieri, Van Gogh, Beethoven, Mozart, Tchaickovski, Chopin,  Johan Wolfgang Von Goethe, Schiller, William Shakespeare, Miguel de Cervantes, Luiz Vaz de Camões, Dostoievski, Camilo Castelo Branco, Churchill, Rommel,  Nijinski… sem poder esquecer Monet, Manet, Machado de Assis, Heitor Villa Lobos,Celso Cavalcanti, Di Cavalcanti, Kandinski, e, não podia de forma alguma faltar Oscar Niemeyer que, do alto dos seus 104 anos, ainda trabalha e cada vez mais seus gênio é desvelado.

Acabo de citar apenas alguns dos maiores gênios da humanidade.

 

Os comuns ‘incomuns’ e os anônimos

 

Reportar-me-ei aos simples mortais,  mas nada ’comuns’– infelizmente poucos nesta Terra – mas que têm feito toda a diferença positiva

Entre elas, há criaturas cujas qualidades de espírito e ações demonstram ser portadoras de bondade extrema, como Gandhi, o Mahatma,Madre Thereza de Calcutá, Audrey Hepburn,  irmã DULCE da Bahia e do Brasil, Dom Helder Câmara, Zilda Arns,D. Eugênio Salles… todos, infelizmente já falecidos.

 

Há  ainda  asanônimas pessoas’, que fazem o bem pelo prazer em ajudar, por quererem minorar os males de seus semelhantes, enfim , ’o bem pelo bem’. Ou será melhor dizer: “fazem o bem por amor” ?

 

Criaturas  Lilith

 

São as que, ao reverso das mencionadas retro, cuja índole  é eivada de ruindade…

Dissimuladas, primam por viver cometendo os piores  atos, chegando mesmo ao extremo de perpetrarem crimes. Em sua maioria, agem às esconsas, muitas das vezes, parecendo até pessoas boas – à primeira vista 

Desconsideram Valores e agem contraos Princípios Éticos…Não se conseguem conter  se suas vontades e agires são enfrentados por seres do bem – e aí  revelam a falta de bom caráter-cerne de seu ser.                                                                                                                                 Usualmente tentam parecer e firmarem -se ‘honestas’… Umas  mantendo-se caladas, sonsas, outras, tipos sanguíneos, vociferam .

Ora, o grito é a última instância das pessoas que já não mais têm condição de argumentar. Quanto à honestidade. é para ser vivida  e não ‘alardeada’

 

Registre-se ainda que geralmente as pessoas que agem assim é por saberem-se dela, honestidade, carecedores. Quando ficam seus agires a descoberto, imaginam, na sua estreita  e  rarefeita  forma de entender, que suas palavras podem  ’tapar o Sol com a peneira’– impossível.

Realmente impossível, pois nossos atos são reveladores do que de quem somos.                                                                                      

Assim, suas palavras, sem o respaldo da realidade – verdade, desfazem-se como o pó que o vento sopra… carecem de crédito. Seus atos, porém, tudo dizem. E ATOS deixam rastros, são provas, revelam a verdade. São FATOS e, contra esses, não há argumentos aceitáveis.

 

Quanto a isso, escrevem os  estudiosos da mente humana, que esse tipo de gente é portadora de desvio psicológico, espécie de patologia mental, a qual, em sendo violentas,  poderá torná-las mesmo perigosas para o convívio social.

 

Somos diferentes

 

Referindo-me às pessoas comuns e normais  há, sem dúvidas, diferenças flagrantes, devido a uma série de fatoresO primeiro é o genético. Aí se considerando o grau de inteligência que têm. A seguir, o meio em que foi criada (levando-se em conta a educação e o grau de instrução que individualmente tiveram, a família, os amigos, as escolas que freqüentaram, etc.). Penso que todos esses fatores, devem estar aliados a um caráter reto, uma personalidade íntegra, para que se possa ser uma pessoa de bem.

 

Outrossim, a forma como nos portamos em sociedade – em casa, no trabalho, com vizinhos, amigos e conhecidos; a maneira como nos expressamos, a linguagem que usamos em qualquer lugar que estejamos: seja em casa ou não… Como nos dirigimos a quem quer que seja, a tonalidade de voz empregada, os gestos e, até mesmo a maneira como nos sentamos à mesa e usamos  os talheres, os guardanapos, seguramos as taças de vinho, etc…

 

Há, outrossim, que  nos vestirmos conforme as ocasiões e lugares que freqüentamos  ou mesmo habitamos. Tudo deve refletir o respeito que temos por nossos semelhantes (mesmo que não sejam tão ‘semelhantes’ assim…)

Cito um exemplo simples: mesmo que moremos em um prédio de apartamentos e em um país que atinge temperaturas elevadíssimas, há que ter-se um mínimo exigido de decoro. Para um homem, por exemplo: é, além de deselegante, totalmente impróprio, se mora em um edifício, descer à portaria – e nela permanecer –  sem camisa, em calção de praia.  Para uma mulher, sair de roupa de banho sem que esteja a vestir uma saída de praia, é também de mau gosto. O que mencionei é o mínimo exigido pela educação para quem assim age onde habitam famílias. Chega mesmo a ser falta de respeito se no prédio moram senhoras idosas

 

Sem sombra qualquer de dúvida, também a preocupação que temos com o bem-estar dos que nos cercam de muitas mais outras maneiras, revelam de per si, que tipo de pessoas somos. 

Cito mais em exemplo: a forma de tratar principalmente os mais humildes. Há pessoas que só sabem dar ordens aos gritos. Nada mais errado. Outras há, que fingem desconhecer o fato de que as calçadas de suas moradias têm que ser bem mantidas para que possam por elas transitar pessoas de todas as idades e com necessidades especiais… simples exemplos de fatos que não são observados por essas pessoas…

Abro aqui um parêntese, pois veio-me à memória ao escrever este artigo… Lembro-me saudosa e agradecida de meu pai,  formado em Engenharia Eletrônica pela Escola Politécnica de São Paulo e que ocupou por capacidade elevados cargos de direção.

Sempre nos ensinava com exemplos, além das palavras: 
                                                                      
saber ’mandar’ é uma arte. Há que se fazê-lo com firmeza e objetividade, tratando o ‘outro’ com respeito e educação, sem jamais esquecer de tratá-lo como gostaríamos que nos tratassem“!

E minha mãe complementava, entre outros, (pois que se fazia necessário aprendêssemos – meus irmão e irmã):
“para saber mandartem que saber fazer“!

E ambos arrematavam: ”Um trabalho bem feito é o maior testemunho que podemos dar de nosso caráter”.

 

Fecho o parêntese  e volto à realidade atual:                                                                                                                                                                       A igualdade inserta na CONSTITUIÇÃO, DEVE SER RESPEITADA, ATÉ MESMO EM HAVENDO  ‘DIFERENÇAS’ , POIS SE ESTE RESPEITO NÃO HOUVER, AQUELE QUE TRANSGREDÍ-LA  SERÁ-  CERTAMENTE SEGREGADO E PROVAVELMENTE AFASTADO do meio no qual vive vez que, além de destoar negativamente dentre os demais  por sua arrogância, comete descabidas afrontas aos que se contrapõem à sua prepotência.

 

Finalizo com o ensinamento de Gandhi, que muito me auxilia quando indignada :  

 

“Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.“ 

 

Mirna Cavalcanti de Albuquerque                                             OAB/RJ 004762                                                                                                                                                                                                                                

Rio de Janeiro, 31 de Julho de 2012

(*)expressão usada por mim, sobre a qual estou escrevendo um livro que me está tomando mais tempo do que imaginara.



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