Publicado por: mirnacavalcanti | 23 de julho de 2012

Não há ‘amor’ que resista ao ataque de furiosos marimbondos


                                                                                                                    

Não há ‘amor’ que resista ao ataque de furiosos marimbondos


 

Escrevo sobre uma guria que passava seus dias estudando e sonhando. Jamais namorara até que, entre seus poucos- mas especiais- amigos, encontrara um que pensara estar ’gostando mais’ do que os outros. Chamava-se Fernando, era bonito e inteligente e estava cursando o primeiro ano de engenharia. 

 

Ela, adolescente ainda, estudava piano – queria ser pianista…

 

Em uma alegre manhã de primavera (Porto Alegre é linda nessa época do ano), nossa personagem passeava de mãos dadas com o amiguinho. O campo estava coberto por florinhas multicoloridas … romântico… e ambos arrulhavam como enamorados pombinhos. Quanta emoção !

 

Ela só tinha olhos paraele e, não olhava por onde passavam. Pisou sem querer, em um ninho de marimbondos que se encontrava entre o capim alto.

 

Ao ver os marimbondos voarem em sua direção, o neófito romeu literalmente apavorou-se: largou sua mão e pôs-se a correr o mais que podia. Ela chamava por ele … mas não lhe respondia.

 

Enquanto ele fugia – pondo-se a salvo, a pobre candidata a julieta era furiosamente atacada pelo enorme enxame. As dores eram muitas e incontáveis as picadas…

 

Logo a seguir, teve reação alérgica e começou a inchar…

 

Fernando tinha corrido até a sede da fazenda e chamado seu pai (para tornar curta uma longa história): ele a medicou e levou-a para casa, na qual permaneceu alguns dias com febre e acamada… E – o que até foi bom: desiludindo-se de vez com a atitude nada cavalheiresca do rapaz …

 

’amor’ que por ele sentia, fora mortalmente abalado por sua covardia: terminou…  ao contrário das histórias que sempre ouvira, seu quase futuro príncipe encantado transformou-se em ’sapo’… 

 

Ela seguiu seus estudos, venceu concursos de piano, concorreu para uma bolsa de estudos (ganhou) e viajou para os Estados Unidos- fato que, na época, era o mesmo que ir à Lua…  O fim da história? … Ainda não acabou! 

 

 

 

Mirna Cavalcanti de Albuquerque                                                                                                                                                                               Rio de Janeiro, 23 de Julho de 2012

 


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