Publicado por: mirnacavalcanti | 11 de julho de 2012

“VARIG, uma empresa fora do comum”


 

INTRODUÇÃO 
Amigos,

JOSÉ CARLOS BOLOGNESE enviou-me este artigo por e-mail. 
Provavelmente grande parte dos brasileiros desconhecem o que aqui 
é narrado. Tenho o dever de postá-lo como sempre – e ainda sempre – 
na esperança de que algo aconteça e reverta todo o mal ocorrido.

Nada mais certo do que o articulista escreveu. Se o AERUS deixou de 

existir, foi por culpa de alguns  governos . 
Com o então presidente Collor, iniciou o Ministério da Previdência 
Social, a ver nas chamadas Fundações de Seguridade, espécies de 
Fundos  sempre à sua disposição. Diretamente ou/e indiretamente,
escolhiam seus diretores, presidentes, e estes, em vez de lutarem pelos
direitos dos participantes, lutavam pelos seus direitos pessoais – e
certamente de vantagens para os que lhes nomeavam. Tratavam aquelas
instituições como se fossem seus bens privados.  A rede de conexões foi 
aumentando, estendendo seus tentáculos e açambarcando o que lhes 
estivesse ao alcance. Leis injustas, determinações desprovidas de 
técnica adequada, compras de papéis podres … de tudo isso os 
governos mencionados são culpados, sim… e isso resultou que os
participantes deixassem de receber os benefícios aos quais tinham e
têm direito, pois para eles contribuíram no transcorrer de sua vida ativa.
TINHAM e TÊM DIREITO À UMA VIDA DIGNA… Foi-lhes tirado… os que
ainda se encontram vivos, estão a ver navios...

Esses desgovernados governos todos, nem mesmo quando nomeavam
interventores, para SANAR algumas das instituições- quase nunca eram
necessários-  e a maioria, em vez de seguir o que a lei à época determinava :
tentar sanar as instituições… cometiam ainda flagrantes falcatruas.
Assim, interventor substituia interventor… Desnecessário dizer que
todos eram de confiança do governo …
No caso da VARIG, a luta dos ex- funcionários da companhia já entrou 
para a História do país. Tem sido mais do que vergonhosa a forma 
como têm sido tratados… É desumano. É ignóbil. Muitos já faleceram 
em decorrência mesmo dos fatos que todos conhecemos.
Esquecem-se os Senhores do Poder que VIDAS NÃO SE COMPRAM. DIGNIDADE 
NÃO TEM PREÇO. 

A VARIG poderia ter sido salva. É história.É verdade. Não tê-lo feito 
certamente pesará na consciência de seus algozes, mais dia, menos 
dia… 

Amigos, jamais deixemos de elevar nossas vozes em protesto – na defesa de
Direitos nossos ou de nossos semelhantes.
“Aquele que não defende DIREITOS, não é merecedor de detê-los“,  assim
ensinava grande filósofo russo.
Mirna Cavalcanti de Albuquerque Pinto da Cunha

Rio de Janeiro, 10 de Julho de 2012

A VARIG 
por Ralph J. Hofmann
Durante dez anos minha mãe sofreu de uma doença progressiva, a 
miastenia grave. Por quase todo este tempo não havia no Brasil o 
remédio que ela precisava tomar para controlar a mesma. Tinha de ser 
comprado no exterior. 
A cada poucos meses ela, minha irmã ou eu, íamos ao seu medico,
pegávamos uma receita. 
Depois íamos num médico conhecido da VARIG e este ratificava a
receita. Depois nos dirigíamos à Varig, pagávamos em reais (apenas o
custo do remédio) e a Varig levava a receita para o exterior, obtinha
uma receita de médico local que  arquivava as receitas brasileiras para
se proteger. Com isto a Varig comprava os remédios e dentro de alguns
dias recebíamos um aviso para buscarmos a encomenda. 

Tudo isto com um sorriso das pessoas que nos atendiam. E não 
éramos só nós. Muitas pessoas podiam se valer disto. Bastava 
confirmarem a inexistência de similar no país. A VARIG podia ter
seus defeitos. Mas realmente estava muito à frente de seu tempo em
termos de relações comunitárias. De alguma maneira sempre
conseguiu cumprir aquilo que oferecia. 

Por outro lado, na faculdade fui colega de aula de alguns filhos de 
comandantes da empresa. Se for possível julgar os pais pelos filhos 
alguns podiam ser pitorescos em termos de atitudes, afinal éramos a 
geração do flower power,  da era de Aquarius, Hair os Beatles e 
outras inovações, mas quase todos eram muito inteligentes. Ou seja, 
como o fruto não cai longe da árvore, podemos presumir que os 
critérios de recrutamento e promoção da empresa eram muito eficazes. 
E isto numa época em que o processo de RH era bastante primário. 
Não resta dúvida de que a Varig foi propositalmente eliminada, 
decapitada em função inicialmente de atitudes irreais do Plano 
Cruzado e depois de maquinações de amigos de José Dirceu e outros. 
Nem mesmo se permitiu que continuasse a existir como empresa 
reconhecível, com suas tradições sendo mantidas por uma nova 
administração corporativa. Um dos administradores que tentou 
recuperar a empresa sentiu-se repetidamente coibido mas acabou 
aproveitando a experiência para resgatar a TAP – AIR PORTUGAL. 

Também não resta dúvida de que o governo é responsável pelo fato de 
ser dizimado o fundo de pensão dos funcionários da empresa. Fundos 
de pensão não existem num vácuo. São fiscalizados pelo poder 
público. Se um fundo desaparece completamente, o poder público não 
cumpriu sua tarefa

Veja o link sobre a luta dos pensionistas da Varig. Mas cuidem para não ranger os dentes demais.Editorial Atila Nunes Mai 12.wmv. 

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