Publicado por: mirnacavalcanti | 26 de março de 2012

Primavera em Washington,DC – e no coração


“Jamais o Jefferson Memorial poderia apresentar-se mais belo do que quando engalanado com as cerejeiras em flor….  A Felicidade é rosa, como  de rosa  devem ser tingidos a vida, os sonhos, a  felicidade e o amor…”

As cerejeiras estão a florir ao longo do Potomac.

Seus galhos ,  cobertos de entreabertos botões rosados, curvam-se sobre o Rio como a beijar a  água.

Caminhava lentamente pelas aléias, a desfrutar a magia da beleza que se lhe descortinava aos  olhos;  estes viam, olhavam, faziam-na lembrar os sonhos todos do passado, quando lá esteve como bolsista.

 A alma, relicário que com carinho, tudo guarda,  fê-la  sentir-se adolescente uma vez mais.

Quantos projetos alinhados,  esforços, tempo, estudos intensos…                                                                                                                           A vida lhe apresentara, em seu transcorrer ,  possibilidades  para as quais estava continuamente  a preparar-se. Quando acabava  um curso, seu pai sempre lhe dizia: “Saber não ocupa lugar. Escolhe o que agora queres mais estudar, minha filha” …                                                                                                                                                                                        Assim  o fazia:  música, línguas, direito, filosofia, didática, diplomacia …                                                                                                                            No entanto ao ver que nesta reina a hipocrisia, desistiu – o que não era seu hábito (‘desistir’ de algo que começara –  mas, tampouco lhe agradava a idéia de ter que faltar com a verdade por causa da política); era franca, objetiva e transparente em seus pensares e agires. Melhor mesmo deixar de lado ser diplomata. Assim o fizera e jamais se arrependera.

Essa  viagem ao passado  foi rápida como um relâmpago.  Retornou ao presente alimentada pela saudade e  movida pela esperança que jamais a deixara … Desde sempre tinha o hábito de ter pensamentos positivos.

Deliciou-se  ao voltar a admirar  as fractais formas das cerejeiras, seus galhos, suas flores…  Suave  brisa acariciou-lhe a face. Soltou os longos cabelos …  Sentiu a primavera chegar também em seu coração.

Na adolescência, na maturidade – em qualquer idade – há que cultivarmos com carinho as sementes que ainda podemos – e devemos – fazer  brotar mesmo no outono da vida.

A felicidade está à nossa espera. Devemos abrir-lhe as portas, as janelas, deixar o Sol entrar…                                                                          Tenhamos sempre em mente:  a primavera apresenta  ano após ano, suas maravilhosas cores  para alegrar os olhos e enlevar a alma dos que  têm sensibilidade para apreciar o Belo e conectar-se com a realidade sorrindo.

 

Assim, libertemos nossa sensibilidade para que possamos apreciar a beleza. Esta certamente nos conectará à uma brilhante, esplêndida, nova realidade…

Vamos sorrir, sempre sorrir… para a vida! 

 

Mirna Cavalcanti de Albuquerque                                                                                                                                                                                                   Rio de Janeiro, 25 de Março de 2012

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Responses

  1. quero cohecer as cerejeiras de washington dc


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