Publicado por: mirnacavalcanti | 21 de março de 2012

Linda poesia… vazia


                                                               

Descortinando-se ante os maravilhados olhos tanta luminosidade e força, não há como  desacreditar da ENERGIA  SUPERIOR, que a tudo isso criou. Sombra e luz, cor e vida,  magnetismo e surpresa – sempre diferentes – sendo os mesmos – se apresentam inovados, renovados – a cada dia que passa – para os que ‘têm olhos para ver e alma para sentir’. Podem mesmo ser comparados às musicais “variações sobre um mesmo tema“, de J.S.Bach.

“O  imaginário coletivo está impregnado por sentimentos niilistas. A poesia deveria transmitir beleza e esperança”

 

 

Antes de  recolher-se , como de hábito, ligou o abajur, sentou-se confortavelmente na  antiga bergere e colocou os pés zelosamente sobre o  singelo – mas belo- escabelo  de veludo carmim que pertencera à sua bisavó …

Serenamente abriu um livro de poesias que lhe emprestara uma amiga. Iniciou a lê-lo. Os títulos todos eram niilistas, agnósticos,  tentavam lançar sementes de descrença em terras férteis em esperança e  sonhos.                       Esse tipo de leitura  deixaria muitos sentindo-se ‘down’,  depressivos. Teve vontade de fechá-lo, mas sua curiosidade levou-a a querer saber se o conteúdo estava em harmonia com os títulos.  

Certamente fora escrito em bom  vocabulário, tinha ritmo cadenciado, ricas rimas  e gramática escorreita. Sendo forte em palavras… era de inconsistente conteúdo. As poesias eram frias, vazias, pessimistas. Ao lê-as, tristeza sentira, pois revelavam total descrença, desprezo até, no que ela – e os sensíveis  acreditam: Deus e toda a beleza por ELE criada.

Quem o escrevera revelara ser criatura inteligente, mas triste e desanimada – à sua frente, nada vê.  Só é capaz de aceitar o material.

Ora… sem ‘alma’ – é impossível  ver além do horizonte sensível ... Impossível…

Leu-o por inteiro e, ao acabar, fechou-o pensativa. Tudo levou-a a crer que a vida daquele poeta carecesse de objetivo maior  – que seria apenas um viver de pauperismo inacreditavel no que se refere ao âmbito do espírito.

Deveria carecer de objetivo, ser inconsistente mesmo, a vida daquele poeta.

Assim, quantos o são…

Deitou-se feliz, sabendo-se pensar e  principalmente, sentir diferente.  A Deus, compadecida, pediu por ele…

 

Mirna Cavalcanti de Albuquerque                                                                                                                                                                                 Rio de Janeiro, 21 de Março de 2012

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Responses

  1. lindo grazie


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