Publicado por: mirnacavalcanti | 25 de janeiro de 2012

DENGUE pode matar. ‘Valha-nos, DEUS!’


Pequeno paciente sofrendo de Dengue Hemorrágica. Até quando isso irá acontecer?

Pequeno paciente sofrendo de Dengue Hemorrágica. Até quando isso irá acontecer?

A ‘atualidade‘ de uma doença o que já poderia ter sido erradicada– tivéssemos um governo realmente preocupado com a saúde pública e um povo educado-  é flagrante. Escrevi este artigo  em 2008 – e, infelizmente,  ainda atual: parece que a DENGUE chegou para ficar.
A SUCAM faz o que pode, mas o que ‘pode‘, não é suficiente, pois teriamos que todos agirmos na prevenção dessa doença que, com o passar do tempo, volta em ‘formas’ mais fortes…  Lembro que não vejo ‘fumacês‘ há anos.
É de fácil prevenção – se tomados  os cuidados básicos.
A partir do verão, o mosquito prolifera-se rápida e facilmente, em lugares onde a água fica parada. Uma simples poça  é o suficiente para transformar-se em repositório de larvas, ou mesmo os ‘copinhos’ de lindas flores, como os das bromélias que, infelizmente, muitos jardins ainda ostentam sem os cuidados devidos de seus donos.  
Atente-se para o fato de que, após ter ocorrida  a picada pelo mosquito Aedes Egypti,  o tratamento deve ser iniciado antes mesmo que surjam as primeiras dúvidas e/ou sintomas (se possível).  A Homeopatia, por seu lado, é alternativa bastante válida, mormente em se considerando  o elevado preço dos remédios – inclusive os ‘genéricos’.
Há no entanto, algumas farmácias manipuladoras  que cobram tanto ou mais por eles…

“Contra fatos não há argumentos”, diz o Anexim. “Não se podem negar evidências”, reza outro. Estamos, sim com a mais severa epidemia de dengue que se tem notícia. (Isso foi em 2008 – e como será em 2012?)

Mais um caso letal causado por dengue foi registrado no Rio de Janeiro. Não adianta culpar autoridades, mesmo porque “filho feio não tem pai“, e não se pode ressuscitar as vítimas desta já antiga e endêmica situação. Culpados são todos, inclusive a população, que não toma os devidos cuidados.

Todavia, se ‘culparmos’ parte da população, há também que ‘ culparmos‘  o município, o estado e mesmo o governo federal pela falta de educação e instrução do povo: as três esferas do poder são inegavelmente culpadas por omissão e negligência… pelo caos geral instaurado em seus respectivos campos de atuação… 

Dizer que o contexto ambiental do Rio é propício à doença, que devemos nos habituar a conviver com o Aedes Aegyti , além de surreal não explica nem justifica a omissão governamental. 

Ah… se Oswaldo Cruz estivesse vivo. Certamente agiria da mesma forma que no início do século passado, quando extinguiu a febre amarela ao instituir as simples brigadas de mata-mosquitos. O sanitarista venceu a febre bubônica com a criatividade dos “compradores de ratos” e agentes sanitários colocando raticidas em toda a cidade e terminou com a varíola com a vacinação da população. 

Que lastimável e imperdoável retrocesso! 

Lembro que em 2002, a epidemia de dengue grassava no Rio. Em 2007, também. Todavia, é alarmante constatar que em 2008 – não tendo ainda terminado o terceiro mês do ano, o número de casos já superou todos os do ano anterior. 

Não se pense que o alcaide de nada sabia (parece que ‘pegou a moda’, no Brasil, de negar evidências) , pois já  no início do ano, em janeiro, o quadro era inegavelmente epidêmico. Até hoje os casos registrados ultrapassam os 20.000 (!!!); os óbitos no Estado do Rio somam 50 e nos municípios, 32. 

Caos instaurado, autoridades desacreditadas, gente sofrendo e morrendo. E tudo isso poderia ter sido, se não evitado, pelo menos amenizado. A incúria dos três poderes, repito , é inadmissível. 

Somente após as mortes é que o Estado, na figura do ministro da Defesa, resolveu chamar a si o que deveria, realmente, ser obrigação primeira do município, enviando o Exército brasileiro para “salvar a pátria”. 

Seria de indagar-se qual a razão – ou razões – que impediram agissem consoante a lógica. Certamente são motivos pessoais, eleitoreiros e mesquinhos. 

Esperemos que o Exército brasileiro faça o que as autoridades civis incompetentes e irresponsáveis (mais isso), não foram capazes de fazer . 

O terror tomou conta da população. Hábitos de vida têm sido mudados, bem como de vestuário. 

Uma vez que muitas farmácias nem mais têm remédios ou repelentes para  vender, posto abaixo uma Nota Técnica da Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas , de 2007 (!) para colaborar com os leitores em caso de não encontrarem os remédios necessários nas farmácias alopatas. 

Deus   nos   proteja! 

Mirna Cavalcanti de Albuquerque

Uso da homeopatia em surto de dengue 
Nota técnica de 17/04/07*

1. Veiculada, na imprensa, notícia sobre a disponibilidade de um complexo para os dois tipos de dengue, clássica e hemorrágica.

2. Nesses mais de 200 anos de história da Homeopatia foram utilizados medicamentos homeopáticos para o combate de epidemias, as mais variadas, e parte da confiança da população nesta terapêutica é devida aos sucessos alcançados nestes momentos. “Depois do ano de 1801, uma espécie de púrpura miliaris, proveniente do Ocidente, foi confundida pelos médicos com a febre escarlate … , havendo esta última encontrado seu remédio curativo e profilático na Belladonna, ao passo que a primeira o encontrou no Aconitum, sendo, geralmente, apenas esporádica, e a última invariavelmente epidêmica…” (HAHNEMANN, ORGANON § 73). “…em 1833… uma epidemia de cólera devastava a Sicília e em Palermo, a peste. A homeopatia provava ser mais do que um meio auxiliar e festejava um imenso triunfo” (Balzli, 1929 apud FORTES, 2000). “Estatisticamente constata-se que em abril de 1856 já tinham sido tratados 291 doentes homeopaticamente, sendo que destes somente 51 é que morreram (18%). Na ‘Enfermaria Homeopática São Vicente de Paulo’ também foram tratados homeo¬paticamente o total de 192 pacientes, sendo que destes 83% foram curados” (Novaes, 1989 apud FORTES, 200
3. Uma das principais características da terapêutica homeopática é a individualização do doente, e no caso de uma epidemia não é diferente. Para o uso de medicamentos homeopáticos em uma epidemia será necessário, o estudo prévio do conjunto de sinais e sintomas da doença predominantes em uma determinada região, ou seja, determinar o gênio epidêmico. A droga correspondente será o gênio medicamentoso. James Tyler Kent (2002), sugere observar cuidadosamente cerca de 20 casos; registrar todos os sintomas presentes em cada caso; obter, assim, uma imagem como se um único paciente houvesse expressado todos os sintomas…

4. A falta de seguimento de protocolo homeopático poderá implicar na diminuição da eficácia desta terapêutica.

5. “A administração sistemática do gênio medicamentoso de uma epidemia vigente, tanto aos indivíduos sadios quanto aos ainda assintomáticos, representa uma proposição válida, preventiva ou mesmo curativa, tendo sido adotada em várias epidemias, a exemplo da cólera asiática e do dengue” (ROMANACH, 2006).

6. O gênio epidêmico determinará a necessidade de preparações com um ou mais medicamentos.

7. Medicamentos Homeopáticos Complexos são preparações magistrais ou industrializadas com mais de um medicamento homeopático. A sua forma de preparo está descrita na Farmacopéia Homeopática Brasileira (1997).

8. Em São José do Rio Preto/SP, o gênio medicamentoso determinado para a dengue, é um complexo: Eupatorium perfoliatum 30 CH/ Crotalus horridus 30 CH/Phosphorus 30 CH, cujos medicamentos são descritos em matérias médicas com sintomas característicos da dengue. Estes medicamentos foram experimentados e constam em diversas Matérias Médicas Homeopáticas, como pode ser observado em Soares (2000).

9. A homeopatia age preventiva e curativamente, mas não dever ser confundida com vacina. Segundo Barollo e colaboradores (2002), a aplicação profilática de medicamentos homeopáticos baseia-se principalmente nos Parágrafos 32 a 51 da 6ª Edição do Organon, nos quais Hahnemann afirma que uma doença artificial mais forte e semelhante sobrepõe-se à mais fraca, curando-a, fato também observado por Hipócrates. O mesmo raciocínio pode ser aplicado para a compreensão do poder profilático do medicamento homeopático: uma doença artificial semelhante e mais forte – “dengue artificial” – protegeria o organismo de uma doença mais fraca – dengue natural. Dessa forma, na escolha do medicamento a ser usado para profilaxia em grande escala, deve ser considerada a necessidade da utilização de um medicamento que pertença ao Grupo Epidêmico de Medicamentos, mas que ofereça um menor risco de reações violentas e intensas aos usuários do serviço, principalmente nos hipersensíveis. Assim, o melhor medicamento profilático não é necessariamente aquele que cobre a maior parte dos sintomas.

10. A ABFH recomenda que a utilização de qualquer medicamento para a dengue, siga uma prescrição médica, para atender as boas práticas de manipulação de medicamentos em farmácias. [BRASIL, 2000]

11. Farmácias que manipulam medicamentos homeopáticos devem ter um profissional habilitado em homeopatia, para aviar a prescrição médica, conforme preconiza a Resolução 440 do Conselho Federal de Farmácia (BRASIL, 2006).
A farmácia poderá ser contratada excepcionalmente para o atendimento individual de preparações magistrais e oficinais, requeridas por unidade hospitalar, desde que justificadas tecnicamente (BRASIL, 2000).
As farmácias podem atender solicitações, de profissionais habilitados, para manipulação de produtos específicos, provenientes de clínicas, hospitais, consultórios, para uso exclusivo em pacientes na atividade clínica (BRASIL, 2000).

12. A ABFH alerta que, mais importante que o uso de medicamentos, a principal arma de combate à dengue é a informação e o esclarecimento da população sobre todo o ciclo da doença, desde o criadouro do mosquito transmissor até os sinais e sintomas, tanto da dengue clássica como da dengue hemorrágica.

13. A Homeopatia pode, e não se furtará em ajudar a, minorar o sofrimento desses doentes. Como Prática Integrativa e Complementar, atualmente na Política do SUS, pode ser utilizada no tratamento da dengue, desde que sejam consideradas as observações acima (BRASIL, 2006).

*Por: Dr. Ivan da Gama Teixeira, Dra. Kátia Torres, Dr. Rinaldo Ferreira, Dra. Márcia Gutierrez

http://www.abfh.com.br/mostradestaque.asp?id=72 

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