Publicado por: mirnacavalcanti | 17 de janeiro de 2012

Reflexões reiteradas, por fundamentais


 

 

 

“Olhar e admirar o mar é para mim a paisagem ideal para pensar e agradecer a Deus por tudo, principalmente por EXISTIR, por entender, por ser como sou e pela própria VIDA. A Linha do Horizonte, ao parecer unir o Céu ao mar,  faz-me sentir e meditar sobre a eternidade real do Ser.”MC

“Olhar e admirar o mar é para mim a paisagem ideal para pensar e agradecer a Deus por tudo, principalmente por EXISTIR, por entender, por ser como sou e pela própria VIDA. A Linha do Horizonte, ao parecer unir o Céu ao mar, faz-me sentir e meditar sobre a eternidade real do Ser.”MC

 

AnteScriptum

Escrevi este artigo na data em que está consignado no início do mesmo. Tendo em vista sua importância – e muitos não o terem lido, eu o republico . Leiam-no  e, se houver identificação, gostaria muito comentassem.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque                                                                                                                                                                               Rio de  Janeiro, 17 de Janeiro de 2011

 

APRESENTAÇÃO

Versa sobre a condição humana.Discorre sobre o frontal desrespeito aos idosos na Cultura Ocidental-que ocorre tanto pelos governos – ao não lhes pagarem as devidas aposentadorias e pensões dignas, como às vezes, pelos próprios filhos que, ao julgá-los inúteis fardos, lhes jogam em DEPÓSITOS DE GENTE.                                    MUDEM-SE ESSES CONCEITOS!


 

Neste lindo e maravilhoso domingo que passou, 27 Março de 2011, recebi um e-mail que fez com que desenvolvesse ainda mais, um pensamento que tem estado há muito a preocupar-me.

Ainda há gente que, de forma abstrusa, tem preconceitos mais do que tolos, sem fundamento- como todos os preconceitos, por sinal. Uma grande parte da chamada sociedade ocidental (ao reverso da oriental) pensa que após alguns- ou muitos anos a mais de vida, os longevos perdem seu valor como criaturas úteis. Consoante seu tacanho pensar COISA ALGUMA podem mais fazer: ‘coisificam-lhes’, tornam-lhes descartáveis e tentam sepultá-los em vida  – ou desterrá-los– considerando aqui a metáfora-psicológica, moral, intelectual e sentimentalmente. Nada mais errado.  Além da falta de sentimentos humanos, nobres, demonstram desconhecer a História, que sempre deu valor à sabedoria dos mais velhos, consultando-lhes quando os assuntos eram de relevância, nada decidindo sem primeiro ouvir-lhes os conselhos, como ocorria em todas as grandes civilizações.

Modernamente, mesmo com todo o avanço tecnológico, a Humanidade está em franca e visível queda livre no que tange aos Princípios e  Valores  Fundamentais, originada certamente, da inquestionável Decadência Moral.  São os velhos punidos pelo Estado (no caso dos valores das aposentadorias e pensões) e muitos – ainda por seus próprios filhos que lhes colocam em asilos (verdadeiros depósitos de gente) e deles fingem esquecerem-se ou realmente esquecem.

Na realidade, atitudes mesquinhas (tanto do Estado como da família), se estão alastrando como ervas daninhas, devido a espíritos egoístas e até mesmo desumanos. Como parecem sofrer de Amnésia (pois lhes é conveniente), esquecem-se que, com o avanço da Ciência, poderão viver bem mais do que seus genitores, mas também envelhecerão. Quando esse seu tempo chegar (e se não houver uma reversão de hábitos e uma conscientização das criaturas, serão também eles, por sua vez maltratados e de forma talvez ainda mais cruel, pois é esse o exemplo que estão a dar a seus filhos.

E, em se tratando de filhos, se por uma ou outra razão não possam vir a tê-los, pois nem a todos é dada essa Graça,  não poderão  desafiar a indefectível  Lei do Retorno da qual é impossível fugir:  o Destino, Deus, o Juiz dos Juízes: Ele Mesmo, encarregar-Se-á de executar Sua Sentença, já que é também o Senhor da Justiça e pois, tratará de forma diversa os bons e os maus. “Honrarás pai e mãe” determina o quarto  Mandamento(*).

Os que lerem este, por favor: repensem seus ultrapassados conceitos – se é que os têm. Quanto a preconceitos, desnecessário a eles referir-me, pois significam principalmente atraso espiritual, ignorância e mesmo falta de inteligência.

“A VIDA nada mais é do que um interstício entre o nascimento e a morte”:um curto espaço de tempo que aqui passamos (o que significam cem anos para a História?)…

Pensem! Devemos vivê-la da forma que nossa consciência nos orientar, dentro dos Princípios Valores todos que são os fundamentais para que possamos realmente ser considerados Seres Humanos.  Atente-se ainda para o fato de que: desde que não magoemos propositalmente os demais, façamos o que quisermos, para tentarmos alcançar o que consideramos seja FELICIDADE, cuja busca deve ser nosso objetivo.

Deus quer-nos felizes, mas temos o livre arbítrio. Cabe a nós escolhermos- e a ninguém mais. Somos responsáveis por todos os nossos atos, sejam bons ou não.

Não foi outro o motivo que levou os Founding Fathers (**) a escreverem a expressão “Pursuit of Happiness”, como objetivo-mor do povo, para constar no documento de Declaração de Independência dos Estados Unidos da América do Norte, há mais de três séculos.(***)

Por outro lado, Marcel Proust escreveu: “À la récherche du Temps Perdu” (À busca do tempo perdido). Um complementa o outro. É só pensar : fazer ocorram as sinapses pessoaisinterpretar consoante a intertextualidade e, acima e além: deixando à alma, à sensibilidade e à própria vivência chegarem às conclusões corretas.

Todavia, há que ressaltar-se: é lamentável constatar que a sociedade humana é composta por membros, em sua maioria, que agem como verdadeiros rebanhos: precisam ser tangidos ou não sabem que rumo tomar. (****)
Em sendo assim, ocorre que muitos se deixam tolher – ou mesmo prender  por hipócritas e humanas convenções: o que faz percam chances de serem felizes- nem que por momentos.

Autenticidade, dignidade, sinceridade, objetividade, devem fazer parte dos que pretendem SER. Os que carecem dessas qualidades, jamais poderão tornar-se criaturas inteiras, mas excrescências e negativas: seres nocivos, verdadeiros seres expletivos (o mundo estaria muito melhor sem eles). Porém, infelizmente criaturas assim existem em todos os níveis de toda e qualquer  sociedade.

Combatamos esse tipo de gente com as armas do bem; afastemo-los de nosso convívio, pois são piores do que as ervas daninhas. Se, todavia for impossível isto fazer, lutemos contra esses seres das trevas com as armas mencionadas retro: o bem, as palavras, as leis, em busca da JUSTIÇA.
Ela existe, acreditem-me, quando distribuída por verdadeiros juízes: os que enobrecem as negras togas que envergam.

Livres então, daqueles outros maus cidadãos, libertemo-nos também das idéias preconceituosas, pois ersatz (sucedâneas) da carência de Valores e Princípios e, baseados justamente nestes, pois os possuímos, busquemos viver de forma a fazermos a nós mesmos felizes. 
Procuremos a tranqüilidade de espírito, a paz de consciência, a alegria que só pode sentir um coração limpo, valente, forte e justo.

Outrossim, não nos mortifiquemos por erros passados. Somos humanos e pois, passíveis de falhas das quais, após algum tempo, nos arrependemos. Dessarte,  arrependamo-nos sinceramente.                                                    Contudo, não permitamos ocorram acusações provenientes de quem quer que seja. A ninguém é concedido o poder de julgar-nos. Por via de conseqüência, temos o dever de impedir suas pretensões atinjam o objetivo colimado: além de juízes, se transformem em nossos algozes. (*****)

Mantenhamo-nos firmes em nossos propósitos. Façamos o bem, defendamos nossos direitos quando necessário e jamais temamos os iníquos. Estes não se podem a nós ombrear: são vencidos por seus próprios agires (ou não agires, quando deveriam tê-lo feito). Há muito são perdedores, por chafurdarem no lamaçal em que vivem.

Portanto, amigos leitores: desenhemos a cada amanhecer um sorriso no rosto. Agradeçamos a Deus podermos fazer as coisas mais simples, mas que na verdade, são atos todos componentes para o bem viver: caminhar, falar, comer, ver e principalmente, possuir sensibilidade para, inclusive, apreciar o que de belo a Natureza nos oferece. Essa sensibilidade é característica fundamental do grau de desenvolvimento de nosso espírito.É ela que deveras nos revela humanos, que faz sintamos solidariedade, bondade, piedade por nossos irmãos menos favorecidos de qualquer sorte, e que nos move para tentarmos considerar seus sofrimentos como se nossos fossem – e realmente o são. Não é isso que nos ensinam todas as religiões?…  As Sagradas Escrituras?  Não é o que nos orienta a Filosofia? Não é o que toda e qualquer pessoa de bem e do bem, mesmo agnóstica ou atéia pratica?

Não há idade para sermos felizes

Ao assistir o vídeo que me foi enviado por um amigo, pus-me a pensar sobre o assunto, pois ele já se encontrava há muito tempo em minha mente.
Emocionou-me assisti-la, pois enquanto o fazia, esses pensamentos todos expendidos acima passavam como um filme em minha memória, e doíam-me na alma. Além das minhas dores (todos as temos), sentia sinto as dores de meus semelhantes. Sei que não é original isto que escrevo, mas nada me preocupa menos do que a originalidade: “Sinto em mim todas as dores do mundo”, muitos já afirmaram. Também eu as sinto. E doem forte e fundo. Sinto, por vezes, o peito a arder…

Pois bem: uma senhora inglesa, do alto de seus oitenta anos, Anie Cutler, conseguiu realizar seu sonho… E, ao ser perguntada a razão de haver-se inscrito para cantar, respondeu com bom humor: “Antes tarde do que Nunca!”

A voz dessa cantora deixa a desejar à de muitos “cantores”(pelo menos, assim são considerados). A voz de Anie é sonora, forte, límpida. E  consideremos o fato de que o instrumento do cantor são suas cordas vocais e essas, como todo o organismo humano, envelhecem. Paracontrapor-se à regra Anie, apesar da frágil  aparência, deve possuir cordas vocais jovens, pois sua voz soa com o vigor da juventude e sua interpretação é pura sensibilidade.

É indubitavelmente exemplo a ser seguido.                                                    

Todos temos sonhos e também podemos realizá-los! Perseveremos! Não nos deixarmos abater por revezes quaisquer que sejam e, alimentados pela fé, continuemos a crer em nós, em nossas potencialidades.

Anie Cutler e seu cantar corroboram de forma ostensivamente verdadeira e principalmente feliz, o sentimentos e pensamentos  que me animam:

nossa vida aqui, nesta Terra só acaba quando é exalado o último suspiro e, enquanto cá estivermos, temos o dever não só de sermos felizes, como fazermos todos o possível para levarmos   felicidade aos demais.


Estou certa de que é esta a principal missão de todos nós.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque 
Rio de Janeiro, 27 de Março de 2011

NOTA: acessem, para assisti-la e ouvi-la: 
 http://www.youtube.com/watch?v=8ADvp6fkMyQ

(*)http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/anjosHomens/home.html

(**)Leiam a respeito, em: http://www.archives.gov/exhibits/charters/cons

(***) http://www.embaixadaamericana.org.br/index.php?action=materia&id=645&submenu=106&itemmenu=110

(****) isso pode ser facilmente constatado nos movimentos das massas manipuladas por lideres políticos desqualificados eticamente com intuito de dominá-las . Usam técnicas várias: a História têm-nos registrado. Mais recentemente ( bem… nem tão recentemente: o Nazismo e o Comunismo, bem como todo e qualquer outro Regime de Força, são exemplos do que assevero)

(*****) não me refiro aqui a crimes de toda e qualquer espécie. Para esses há os Tribunais, aos quais recorremos, para que nossos direitos desrespeitados ou feridos por uns e outros (que erroneamente imaginam o braço forte da Justiça não lhes irá alcançar, pois é hábito de muitos ‘deixar prá lá’  e não usarem seu Direito Subjetivo de agir que se encontra consubstanciado e garantido no Direito Objetivo da Legislação pátria) sejam devidamente reconhecidos, declarados e reparados.


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