Publicado por: mirnacavalcanti | 15 de janeiro de 2012

Nada mudou em quase três anos : ” Os políticos e nós , o povo brasileiro”


Há ainda uma Luz. Devemos seguí-la. É ela o caminho. Está em nossas mãos mudar este país.  As eleições se aproximam. Exerçamos nossa cidadania!

 

 

Saudações fraternais, amigos leitores.

AnteScriptum 

Reli hoje este artigo. Por sua importância, escrevo este antescriptum para republicá-lo.  Qual a razão que me leva a isso fazer?

A resposta é fácil: constatei – e com tristeza – não só seu conteúdo segue o mesmo, como, em certos aspectos, ainda agravadas as mazelas nele insertas.

Mudam os governantes, mudam aos nomes de alguns homens públicos… mas seguem sendo politiqueiros e egoístas, não são, a maioria , dignos representantes do povo.

Quase três anos se passaram. Peço-lhes que, se discordarem do que aqui está escrito, ou se concordarem, comentem; elevem suas vozes, gravem suas opiniões.

Haverá breve, eleições… não cometamos os mesmos erros. Não creiamos em mentiras…  Não reelejamos quem não merece. Está em nossas mãos mudar o futuro deste país. 

Ressalto, como sempre o faço: não pertenço a partido algum. Escrevo sempre o que penso e sinto- não importa à qual partido pertença o político. O que vale é minha consciência.

Leiam, amigos, e verifiquem estar esta matéria como se hoje eu a tivesse escrito.  Apenas alguns nomes mudaram, mas a situação é a mesma – e ainda pior, se considerarmos o fato de estarem a gritar aos quatro ventos sermos a 6ª economia do mundo.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque.

Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2012

 

 

Os políticos e nós , o povo brasileiro

Sinto-me no dever de não só informar, como mesmo defender de todas as formas possíveis os interesses de nosso já tão sofrido povo, principalmente no que se refere ao percebimento dos valores dos benefícios previdenciários, assintoticamente aviltados por todos os governos.

Todos – sem exceção – têm descumprido o contrato firmado entre o INPS/INSS e os participantes.

Esses políticos, no entanto, além de “trabalharem” muito menos que a maioria de nós, quando o fazem, é em causa própria. Locupletam-se sem pejo algum, com salários surreais e benesses outras, recebem – “ajudas” de toda a espécie (como se necessitassem…).

É bem diferente a vida do cidadão comum – seja qual for a profissão que exerça. Se assalariado, sente que o valor de compra de seus dinheiros acaba sempre antes do fim do mês – e cada vez mais cedo. Se for um trabalhador braçal, além de receber salário ínfimo, nem mesmo viver dignamente consegue… se for um lavrador – e dependendo em que região deste gigantesco país viva, sua situação é ainda mais angustiante…

À exceção de alguns poucos corretos políticos e membros dos “poderes”, e que se podem contar nos dedos das mãos – estamos todos sendo tratados de forma desrespeitosa e desumana. Pagamos impostos escorchantes e vemos os mesmos serem desviados de seu objetivo primacial.

Apesar de garantido constitucionalmente, nosso sistema de Saúde é extremamente precário. A Educação, por sua vez, encontra-se em estado crítico e decadente (é muito mais fácil governar um povo ignorante). Quanto ao nosso direito de “ir e vir” , é cerceado pela total e absoluta falta de Segurança Pública que é dever do Estado e por ela pagamos todos.

Enquanto trancafiados em nossas moradias, os senhores do povo vivem como nababos às nossas custas…

Acima e além, os “detentores do poder” têm ainda o despautério de “acusar” todo e qualquer mísero “aumento” (sequer “reajuste” poderia ser considerado) aos aposentados e pensionistas do Regime Geral de Previdência Social, como (sic) “causadores do deficit do Estado”

Essa assertiva, ninguém pode ou deve aceitar calado, por carecer do respaldo da verdade. É, sim, deslavada mentira, pois até mesmo os índices de reajuste aplicados aos cálculos têm sido manipulados despundonoradamente pelos governos, conforme a supérflua e irreal “necessidade” de seus gastos que, de ano para ano crescem de forma assustadoramente espantosa. Nesta “plutocracia tupiniquim”, é-nos ainda dado o direito ao “espanto”?

Vejamos: até março deste ano, os gastos atinentes aos cartões de crédito de S. Excelência, Lulla, “o Magnífico”, sua família e entourage foi muito maior do que o ano findo, à mesma época.
É desregramento.
É abuso.
É desrespeito a nós, o povo brasileiro.

Outro indicativo são os gastos do Senado da República – inaceitável sinecura, onde, para beneficiar aliados, parentes et alii, foram criadas, no transcorrer do tempo, “diretorias desnecessárias” – e tantas – que seu atual presidente, José Sarney, “desconhecia”… como também devia “desconhecer” em passado recente os dólares que sua filha mantinha ilegalmente em seu poder e que até hoje não se sabe de onde vieram… “desconhecia”, outrossim, que a mesma havia requisitado – e obtido – passagens aéreas gratuitas para trazer do Maranhão gente de seu partido.

Quanta candura… de um político de carreira que chegou a chefe de Estado e de Governo por via oblíqua, foi um desastre como presidente (a inflação chegou a 80% ao mês…) e não só colocou quase toda a família na política como ainda lhes obteve postos elevados em ministérios e similares…

Mesmo com toda essa bagagem de homem público, o ilustre senador continua um homem puro… ignora até mesmo os fatos mais fundamentais da Casa Legislativa que preside…

Tanto em uma como em outra situações (apenas dois exemplos do despautério que ocorre em todos os níveis dos “poderes” ), ressalta aos olhos a vergonhosa afronta cometida pelos “representantes do povo” ao cidadão comum.

Consideremos o valor do salário mínimo nacional: não chega a R$ 500,00 (quinhentos reais). Consideremos, outrossim, os muitíssimos trabalhadores cuja “renda” não chega aos R$ 150,00 – ou ainda bem menos que isto… E tanto uns quanto outros trabalham durante um mês inteiro. Alguns, quase de sol a sol, como os rurais…

E olhemos o que ocorre com os membros dos “Poderes”…: salários surreais etc etc etc… e “trabalham” de terça a quinta-feira, pois têm que estar presentes nas “bases” para (sic) “ouvir as necessidades dos eleitores”…

Pergunto: dá para comparar?

Se der, não é para que se sinta até mesmo vergonha de ser brasileiro? Que representantes do povo são esses, sem decoro, sem respeito, sem dignidade e sem vergonha alguma de agir como o fazem?

Que representantes do povo são esses, que atuam em detrimento dos direitos dos cidadãos que representam e criam uma casta especial, burlando-nos a todos, desgoverno após desgoverno?

E que povo somos?

Um povo, em sua maioria, bom demais, para tolerar tudo isso e ainda sentir-se feliz. Que Deus nos proteja, pois só Ele poderá mudar isso tudo.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque

Rio de Janeiro, 27 de Março de 2009

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Responses

  1. O convite à leitura e aos comentários acerca do atemporal post é irresistível, pois uma das formas de reduzir a pressão da culpa por permitir ao longo dos anos o avanço da imoralidade dos políticos e por elastecer os graus de tolerância ao ponto limite de ser roubado diante dos olhos e não reagir!

    Historicamente sempre esperamos que surja alguém para nos representar na tarefa de limpar a área e fazer a JUSTIÇA que sempre esperamos fosse feita. Lamento concluir assim, mas ela não chegará!

    Quanto ao processo eleitoral destacado, salta aos olhos o quão viciado ele está. E não é uma sabotagem direta, no programa dos urnas eletrônicas como defendem alguns. A fraude é mais elaborada, é na causa.

    Primeiro, sabotaram o interesse dos mais jovens pelo tema; Segundo, criaram condições para que se possa alcançar a condição de potencial candidato, o que, a seu turno, reduziu quase a zero as possibilidades de alguém de fora do time chegar lá. E isso inclui espaço na mídia, entre outros meios que possam tornar conhecidas as propostas; O terceiro e derradeiro. O único caminho “viável”, as redes sociais, têm sofrido uma aniquilação com doses cavalares de idiotices e denúncias de toda a sorte. Verdadeiros ou não, como saber?! Eles ficam com o benefício da dúvida…engenhoso e maligno.

    Como tornar-se confiável e mostrar-se merecedor dos votos? Como provar que seus propósitos são verdadeiros? Todas as verdades e virtudes de uma pessoa podem desaparecer na velocidade de um “click”. Basta lançar na rede uma mentira bem contada, uma denúncia anônima, ou ainda, uma prisão sem provas (algo comum quando se tem as polícia judiciárias, o MP e o judiciário que temos).

    Esse modelo está falido! Tornou-se uma ciranda dos poderosos, que têm se revezado e sangrado a viúva, mantida por nós, que só trabalhamos e temos nossos direitos solapados sem cerimônia. Tudo por que há a certeza de que estão acima da lei. É o altíssimo preço de se construir “valores” a partir de uma sociedade de consumo. No final da contas tudo se resume a dinheiro.

    Solução: Precisamos urgentemente de uma “Primavera Americana”!!

    Desculpem-me pela agressividade.

    Tenham todos um ótimo domingo.

    André Azevedo

  2. Nós podemos ter mudado, envelhecemos mais um pouco e com isso ficamos mais criteriosos e cautelosos, deixamos a empolgação pura e simples de lado e ficamos na expectativa do sucesso e da realização, que não chega a acontecer, pois a corja politica não muda, flutua num mundo só deles de onde gerencia e usufrui das benesses que lhe concedemos pelo mandato. Está nas nossas mão ser agentes de mudança, orientando e multiplicando a informação correta. Boa sorte.

  3. Nada mudou em quase três anos: “Os políticos e nós, o povo brasileiro”

    Minha amiga Mirna,
    boas noites!

    Mais um dos teus laboriosos artigos, que sempre denotam coragem inquebrantável, que vão direto ao cerne da questão mas que parece não estarem sendo entendidos por quem de direito no país: toda a classe política!

    Sim, como bem destacado, mais um pleito eleitoral se desabrocha neste ano de 2012, certamente com os mesmos candidatos a reeleições, as mesmas “promessas”, os mesmos ares de “candura” estampados em suas fisionomias ante as insipientes propagandas eleitorais obrigatórias, porém, infelizmente, o povo, por ser destituído de memória, em grande parte, acaba votando, tenazmente, nos mesmos candidatos…

    Tomara tenha o povo passado por uma metamorfose e que não mais exista e nem tampouco prevaleça esta falsa simbiose entre os que votam e os mesmos políticos que vemos, em média, de dois em dois anos.

    Que vençam, pois, e continuem os bons políticos, exercendo a sua nobre incumbência em prol daqueles que são os verdadeiros sacrificados neste país.

    Forte abraço.

    Gilberto


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