Publicado por: mirnacavalcanti | 21 de novembro de 2011

Finalmente, unir-me total no SER!


                                                                                                              

As dores, os sofreres, fazem com que nos interiorizemos, para posteriormente projetarmos o que de melhor em nós existe, já burilado, como brilhantes sem qualquer jaça, no teatro da vida. Isto é felicidade!

  

 

 

Fui destinada a seguir por uma árdua

mas rica Estrada. Cheguei ao verdejante

bosque já cansada… tantas pelejas…

Não o tinha visto- como pode? Parecia-me

ter sido colocado ali não sei por quem

– certamente por alguém que me quer

bem… – a fada madrinha, minha Dindinha?

 

Assim, ensimesmada, deitei-me sob

a sombra de copada árvore, a olhar à volta.

O céu estava límpido, o ar puro e

eu  me senti, afinal, em lugar seguro.

 

Adormeci. Sonhei… Acordei e vi estar

agora em meio a perfumado jardim.

Levantei-me com vagar e, inspirando

lentamente as fragrâncias do Sol a pino  

reiniciei, com novo vigor, o Meu Caminho.

 

Passeio agora por campo gramado em

esmeraldas tingido…  parece extenso jardim

florido, enfeitado por multicoloridas borboletas,

atarefadas abelhas … e a brisa mansa… e pássaros  

a  gorjearem   – sons, canções  de doces  esperanças!

 

De repente vi  uma menina à frente…  ao longe…

Pareceu-me conhecê-la…  Saltitava entre as flores

quando se virou alegre e abanou-me  sorridente.

Reconheci-a.  ERA EU! Era a guria que fui um dia.

Estou à sua busca há tanto tempo! Minha alma a

guarda desde sempre, mas não era chegada a hora.

Ela de mim teimava em fugir. Mas não nesse dia!

 

Reencontrar-me é preciso; voltar a ser criança uma

vez mais. Renascer! Unir-me total no Ser, reintegrar-me

à Consciência Cósmica, as mágoas todas esquecer!

A criatura que aqui ficará não mais será, deixará de ser.

Outra, contudo a mesma, inteira, completa se fará…

 

Ah! Que diferente do início da poesia…

Finalmente seremos uma, vez que o fim se avizinha.

Fim este, que será princípio, recomeço, volta

sem revolta alguma – à VIDA, finalmente!

 

Será mesmo ‘finalmente’ ou terei que voltar novamente?

 

Mirna Cavalcanti de Albuquerque

Rio de Janeiro, 21 de Novembro de 2011


Responses

  1. parabens,muito bom.
    bjs com carinho


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