Publicado por: mirnacavalcanti | 11 de maio de 2011

‘Previsão’ de grande terremoto gera medo em Roma


 

                                                                                                                     

Vista aérea de Roma e do Vaticano em 1º de maio, dia da beatificação do Papa João Paulo II. AFP

 

 

Amigos leitores,

Li e achei interessante dividir com os que não o fizeram, a matéria que hoje posto.

A Terra, além de dar-nos vida, tem vida própria, cujo equilíbrio depende de uma série de fatores endógenos e exógenos.

As placas tectônicas movimentam-se , acomodam-se  e mesmo  sobrepõem-se .

Os vulcões por seu lado,  revelam que as entranhas deste planeta estão em ebulição constante – daí, inclusive, o número considerável de tsunamis devastadoras.

Outrossim, enchentes em diversas partes do orbe – as calotas polares estão a derreter -se rapidamente.        As montanhas nevadas todas, principalmente os Pirineus, o Himalaya, os Andes, enfim:  as cordilheiras estão a desfazer-se da neve e do gelo que se pensava eternais e que  lhes cobre há milhares (milhoes!?!) de anos– em quase todos os continentes.                                     

TUDO isso tem ocorrido paulatinamente mas, com assiduidade bastante acentuada nesse último quarto de século- mormente neste  último decênio.

Outrossim, a aproximação de astros e asteróides, de nosso satélite, têm sido motivos de estudos e causado preocupações aos  astrônomos, astrofísicos e estudiosos dos fenomenos celestes em geral.

Tendo em vista ser hoje 11 de maio e a notícia desse grande terremoto ocorrer fixou esta data, posto-a para conhecimento dos senhores, vez que poderemos todos constatar se tal previsão acontecerá ou não.

 A título de ilustração

O território onde hoje se localiza a Península Itálica tem sofrido, no transcorrer dos séculos,  diversos terremotos e erupções vulcânicas.

Ainda no Período do Império Romano (AD*) 79 – a mais conhecida da História,  justamente pelo soterramento,  por cinzas,  piroclastos, (ou seja: matéria fragmentada expelida por vulcões quando em erupção e que atinge o solo após ter-se solidificado), lapilli (fragmentos sólidos de matéria vulcânica com dimensões variando entre 1 e 64 mm- também expelidos por vulcões quando em erupção), e a lava que, solidificada e porosa, conhecemos como pedra-pomes .                                                                                                                              Pois bem, naquela erupção desapareceram as cidades de Pompéia e Herculano. Àquela seguiram-se outras. Segundo historiadores nos anos de 472, 512, 631 , meia dúzia de vezes durante o século XVIII, umas oito no século seguinte).                                                                                                                                                                                                                      O século XX registrou duas: 1924 e 1944 sendo que desde então não tem o Vesúvio apresentado atividade significativa, mesmo sendo considerado ‘vulcão misto’,  pois apresenta épocas de atividade e outras em que se encontra inativo.                                                                                                                                                                                                          Ressalte-se inclusive, que é o único vulcão em todo o continente Europeu que há 19 séculos mantém-se em atividade (na condição mencionada retro).

 Outrossim, interessante é aqui registrar  que antes da erupção e soterramento de Pompéia e Herculano,  havia já uns 1.500 anos que o Vesúvio não manifestava atividade alguma.

Tanto assim foi,  que os Romanos de posses daquela época passaram a construir  perto de seu sopé as cidades de veraneio, onde edificaram villas riquíssimas, belas, com ricos afrescos e pisos que pareciam mais tapetes de mosaicos para veranear. Bem, amigos, apaixonada que sou, entre outros, por História, Arqueologia e Geologia, adentrei mais do que pretendia, mas não tanto quanto queria, no maravilhoso Vesúvio.  Fica para outro artigo falar sobre outros vulcões que me fascinam, “Retournons a nos moutons”, (em francês, o povo fala mas, em tradução livre e para soar melhor: voltemos ao nosso assunto. Era apenas uma simples Introdução para o artigo título. Esperemos que se tenha enganado o ‘Sismólogo autodidata’ e que Roma continue bela como sempre e seus habitantes estejam seguros.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque

‘Sismólogo autodidata’ previu forte abalo que ocorreria nesta quarta (11).

Defesa Civil recebe centenas de telefonemas de moradores apreensivos. O medo toma conta de Roma desde que uma “previsão” feita por um astronomo e autointitulado sismólogo que prevê um terremoto devastador em 11 de maio de 2011 na capital italiana começou a ser divulgado.                                                                   

Os temores de que Roma desapareça repentinamente vítima um terremoto apocalíptico criou pânico em alguns setores da capital e também alimentou debates entre especialistas, técnicos e leigos sobre a profecia de Raffaele Bendani, que morreu aos 86 anos em 1979, baseada na posição dos planetas.

Durante meses, blogs, páginas da internet e redes sociais debatem as previsões de Bendanim, cujas teorias foram estudadas por especialistas depois que ocorreu, com poucos dias de diferença, um terremoto previsto por ele em 1923.                                                                                                                                                                                                                          A Defesa Civil tem recebido centenas de ligações pedindo informações. O governo criou um número de telefone gratuito para tranquilizar a população.                                                                                                                                             O temor é tão grande que o bairro chinês se esvaziou e calcula-se que aproximadamente 20% dos moradores não irão ao trabalho ou à escola.                                                                                                                                                                          

Segundo a Associação de Agricultores de Coldiretti, registrou-se um aumento fora do normal nas reservas de quartos nos hotéis-fazenda fora da cidade feitas pelos romanos. Muitas lojas, especialmente no bairro Esquilono, estão pendurando cartazes de “fechado para balanço” ou por razões de saúde familiar.

Outros tentam a sorte apostando os números principais do terremoto na loteria. “Se morrermos, pelo menos vamos ter nos divertido”, afirma em um dialeto romano o proprietário de uma casa lotérica.

O abalo sísmico na cidade de L’Aquila, a 100 km da capital, no dia 6 de abril de 2009, que deixou 308 mortos, ainda está latente na memória de Roma, de onde se sentiu alguns tremores.                                                                         Nem as declarações da Presidente da Fundação Bendandi tranquilizam os mais temerosos. “Asseguro com total confiança que nos documentos de Bendandi não se encontra nenhuma referência ao terremoto em Roma no dia 11 de maio de 2011″, afirma.

Para exorcizar o “medo coletivo”, o reitor da Faculdade de Ciências da Universidade de Roma La Sapienza, organizou um seminário para o dia 11 de maio com o tema: “Esperando o terremoto, conhecer o terremoto, entender seus efeitos para se defender”.

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