Publicado por: mirnacavalcanti | 28 de dezembro de 2010

Deus, Ela e a Natureza


 

 

 

 

 “A conexão existente entre o Ser e a Natureza, a esta, aquele integra”MC



 
Morava em frente ao mar (uma de seus maiores paixões), o qual muito apreciava admirar. De alma sensível, desde pequena acostumada a viver em meio ao belo e sentir a Natureza, nada lhe escapava aos olhos sem que deixasse antes de sua alma tocar e, com a câmera fotográfica, tinha o dom de registrar a magia dos momentos. Cada um deles era novo, especial, diferente: encantamento que eternizado, se quedava para lembrar aos olhos o que seu Ser havia captado através dos sentidos todos.

Em uma dessas manhãs de dezembro, antes mesmo que o Sol se mostrasse e seu rosto acariciasse, levantou-se feliz, sem motivo algum aparente; talvez, apenas por sentir – viva – e saber-se “gente”!

Abriu as cortinas de seu quarto de par em par, e agradeceu a Deus pela magnífica paisagem que se espraiava a sua frente todo o dia (sendo a mesma, era sempre diferente)!
  
O quadro natural mudava conforme o dia e suas horas. Se havia Sol, se chovia, se estava quente ou frio… Se estava o mar encapelado ou calmo… Se ventava ou se o vento se fazia ausente… Se era manhã, tarde ou noite… Se o Sol brilhava ou se nuvens impertinentes toldavam-lhe o fulgor para impedir fosse ele visto… Ou se a Lua refulgia no azul da noite sobranceira (pois que cheia)… Ou se o satélite argênteo não se mostrava em sua plenitude e as estrelas todas mais brilhantes ainda tremeluziam, pois não havia a Dama da Noite para ofuscar-lhes a presença… ou… tantas as variáveis… mesmo incontáveis.

O fato é que tudo dependia se Noite, se Dia… E nessa inconstância da Mãe Natureza, a beleza sempre se fazia presente e alegrava os olhos: a fonte na qual sua alma, com abundância, abeberava-se. Fechou os olhos e guardou a mutante imagem na alma, “revendo-a” em completo encantamento.

Quando a suave brisa por Éolo (*) se tornou vento forte, abriu seus olhos e viu o poder do vento: estava a movimentar as nuvens no céu agora tingido com profundo, denso cinzento.

Sua imaginação ainda fértil e sonhadora como a de uma pura criança, criou nuvens- dançarinas: ballet único, cuja coreografia se desenvolvia, deslizava suavemente no firmamento: parecia ter sido ensaiada previamente… O Senhor dos Ventos (agora maestro), regia a orquestra invisível – mas sensível – que dele dependia para seguir os compassos no ritmo certo e ao libreto obedecer e belas e diversas imagens até mesmo surreais formar.

Inspirou profunda e pausadamente o oxigênio com o cheiro gostoso de mar. Reiteradas vezes, inalava e exalava o vital alimento dos pulmões.

  
Dentro de poucos minutos, o cérebro entrou em espécie de êxtase e ela pensou estar sendo soerguida, pois sentia sua massa corpórea como se a levitar: quanta PAZ! Alma e corpo em harmonia perfeita! Cerrou os olhos uma vez mais e sua mente a conduzia, sem que precisasse pensar, por mundos oníricos – mas reais, que não saberia descrever, tampouco o que consigo ocorria, teria como descrevever precisamente.
Há sentimentos para os quais a razão não encontra explicação, a Lógica não vê solução…

O vento a acariciar-lhe a face com o toque suave de pétalas de aveludadas rosas, tingia-o com as cores dos sonhos. Os longos cabelos, sentia-os soltos, libertos, para trás, sem seu rosado rosto tocar. O vento…

Ah! O vento os erguia e os mantinha no ar, como se estivem a planar: horizontalmente ondulavam, como as gaivotas acima de sua cabeça. Abriu então os olhos: vibração inusitada da alma com os sentidos. Extasiada continuou a olhar… Em tempo que não soube precisar, diluiu-se-lhe o Ser por inteiro no quadro natural que estava a mirar. Era como o “texto” inserido perfeitamente no “contexto” daquele precioso momento de sua vida.
Em silêncio de prece, agradeceu ao Criador por todas as bênçãos com as quais tem sido agraciada – e aos seus – durante Sua Jornada. Sim. Tem sim, sofrido. Tem também tido muitas alegrias e risos. Como filha de Deus, cresceu sempre iluminada por anjos à sua volta empunhando tochas que lhe clareavam a Estrada. E assim tem sempre sido quando, pelas Esferas Celestes todas, tem estado a caminhar.

Ajoelhou-se.

Rogou ao Senhor pela Humanidade, da qual ainda faz parte, pedindo-Lhe a faça entender a necessidade extrema de afastar do Mundo o Mal: há que pensar nos demais: há urgência em mudar.

Só Ele tem o Poder de isto fazer.
Ela já esgotou quase todas as suas possibilidades e é pouco o tempo que lhe resta para algo tão grandioso tentar fazer ocorrer. Sabe – e são óbvias suas limitações -, mas jamais desistirá de seus sonhos. É apenas humana, nem anjo chegou a ser.
  
É pequena. Ante a Vontade do Pai Celestial curva-se humilde e respeitosamente. Sua Fé é sempre crescente e com o perpassar do tempo, compassadamente ao mesmo mais ainda fortalecida, aquece-lhe a alma.

Como um indispensável ritual, agradece-lhe em silêncio e pensa sempre ao abrir os verdes olhos ao amanhecer:

  
“Mais um dia para viver! Fazer algo de bom para seus irmãos, sonhar, ser feliz e amar!”

 

“Sentir-se atraída às origens é conexão atávica intrínseca do Ser.” MC

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Responses

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      Mirna Cavalcanti

  2. Muito lindo seu texto. A foto é maravilhosa

    • Prezado IVSON,

      Que a Paz esteja contigo!

      Demonstras sensibilidade ao expressar-te.
      Certamente estou indo bem como ‘construtora e pontes’:alcancei mais uma ‘ilha’-tu: formemos um arquipélago de seres sensíveis e bondosos!

      Que Deus derrame Suas Bênçãos sobre ti e todos os que te são caros.

      Meus mais sinceros votos de um Feliz Ano, no qual reinem os sentimentos e necessidades superiores para todos crescermos como criaturas.

      Fraternal abraço,

      Mirna Cavalcanti

  3. Mirna, parabéns pelo lindo texto, só você poderia nos presentear as vésperas de 2011. Foto belíssima.Um Feliz 2011 cheio de paz e amor.
    Bjs.
    Maria Clark

    • Querida Maria!

      Fico realmente feliz quando comentas o que escrevo.És generosa com as palavras ao fazê-lo, pois tua alma é de grande beleza.

      Escrevo o que sinto, amiga.Peço a Deus que continua a iluminar-me mais e mais, pois (sem falsa modéstia alguma) ainda sou mera aprendiz.

      Desejo-te – e aos teus tudo o que de melhor existe para que te sintas feliz nesta nossa Terra.

      Quanto à foto, combinemos um dia, atravessas a baía e poderás vê-la e, finalmente nos conecermos.

      Um forte e grande abraço,

      desta tua amiga que muito bem te quer.

      Mirna.


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