Publicado por: mirnacavalcanti | 8 de julho de 2010

Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia e do Brasil


 

"Minha Política é de amor ao próximo"

"Minha Política é de amor ao próximo"

Senhores leitores,

Há pessoas que passam pela vida sem que deixem sequer rastros de sua existência, sejam positivos, sejam negativos. Não me aterei a estes últimos, pois suas pegadas negativas, a Luz da Verdade e Memória do Tempo, impede-nos que esqueçamos seus tristes e criminosos exemplos, escrito, muitas das vezes, com o sangue de suas vítimas.

Focalizo aqui apenas o contexto social dos seres ditos normais mas, por não se terem em nada sobressaído dentre seus semelhantes, nem mesmo verbetes de dicionários serão.

As figuras humanas que algo de relevante fizeram,  notabilizaram-se por seus feitos.                                                                         No caso da Irmã Dulce, muito se pode aprender com a leitura de sua biografia.                                                                                                                          

Incomparável criatura em todas as qualidades humanas. Sua frágil constituição física, jamais a impediu de trabalhar incansavelmente em prol dos carentes , pois vivemos em  uma sociedade cruel , que desconhece – ou finge desconhecer o que é Justiça Social.

Fosse ou não católica, seguisse ou não qualquer religião, o fato marcante de sua presença entre nós, foi seu compromisso pessoal em praticar a bondade, ao dedicar  sua vida inteira com amor, a todos quantos dela necessitassem.  E  foram muitos em toda sua longa estada na Terra.
Veio para fazer o Bem e agora deve estar junto ao Pai de todos nós.

Possivelmente muitos dos senhores desconheçam sua História de Vida. Assim, transcrevo-a abaixo, sem adjetivar, por não  se fazer necessário.

Um excelente dia para todos!

Mirna Cavalcanti de Albuquerque

Irmã Dulce, que ao nascer recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, era filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes.

Aos 13 anos, depois de visitar áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Com o consentimento da família e o apoio da irmã Dulcinha, foi transformando a casa da família num centro de atendimento a pessoas necessitadas.

Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 15 de agosto de 1934, aos 20 anos de idade, foi ordenada freira, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

Sua primeira missão como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, na Cidade Baixa, em Salvador, região onde também dava assistência às comunidades pobres e onde viria a concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.

Em 1936, ela fundou a União Operária São Francisco. No ano seguinte, junto com Frei Hildebrando Kruthaup, abriu o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações. Em maio de 1939, irmã Dulce inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e seus filhos.

No mesmo ano, por necessidade, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Mas foi expulsa do lugar e teve que peregrinar durante uma década, instalando os doentes em vários lugares, até transformar em albergue o galinheiro do Convento Santo Antônio, que mais tarde deu origem ao Hospital Santo Antônio, centro de um complexo médico, social e educacional que continua atendendo aos pobres.

Considerada um “Anjo bom” pelo povo baiano, recebeu também o apoio de pessoas de outros estados brasileiros e de personalidades internacionais. Mesmo com a saúde frágil, ela construiu e manteve uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país.

Em 1988, irmã Dulce foi indicada pelo então presidente José Sarney, com o apoio da rainha Silvia da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo 2o, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Papa ao Brasil, quando João Paulo II fez questão de ir ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante enferma. Cinco meses depois, no dia 13 de março de 1992, Irmã Dulce morreu, pouco antes de completar 78 anos.
No ano 2000 foi distinguida pelo papa João Paulo II com o título de Serva de Deus. O processo de beatificação de irmã Dulce está tramitando na Congregação das Causas dos Santos do Vaticano.

http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u499.jhtm

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: