Publicado por: mirnacavalcanti | 1 de outubro de 2009

Carta Aberta aos Senadores do Brasil


 

Hoje, logo ao raiar do dia, enviei e-mail aos senadores, autoridades, amigos, colegas e conhecidos. Informo-lhes abertamente o que creio devem saber. Afinal, todos somos corresponsáveis por tudo o que acontece no País a partir do momento que escolhemos quem nos representa.

Uma vez que não correspondam às nossas expectativas, que nos decepcionam, que traem as promessas feitas, temos o direito e o dever cívico de nos pronunciarmos.

Transcrevo abaixo tanto cópia do e-mail enviado para as pessoas nomeadas, como poesia por mim escrita sobre a triste situação de nosso País.

É de lamentar-se que a maioria das autoridades interfere em assuntos que não lhe diz respeito (vejam o caso de Honduras) e deixa de cuidar do que, por dever de ofício, é sua fundamental obrigação.

Evidencia-se mais e mais clara e inaceitável “troca de favores” entre muitos membros dos Poderes.

No momento, não sei como se encontra a votação no Senado, pois, devido à falta de evergia onde moro, só pude ligar a televisão e o PC agora (quase 16h00).

Não quero, nem irei achar coisa alguma sobre o resultado da sabatina – se é que já terminou. Quero é postar este artigo o mais rápido possível.

Ao final, copio não só o pronunciamento de um colega, como, novamente, o do próprio senador Álvaro Dias.

Senhores senadores,

Não tenho intenção alguma de ensinar para quem quer que seja como se deve agir, principalmente como devem agir os que, por dever de ofício, representam o povo.

Todos já receberam os e-mails que anteriormente lhes tenho enviado, cujo fito é um só: lembrar-lhes que grande parte da Nação brasileira, da qual somos componentes, está em condições de avaliar e avalizar – ou não – os atos dos senhores.

Esclareço, uma vez mais, que nada tenho contra o advogado Toffoli pessoalmente. Todavia, carece ele das qualidades imprescindíveis para integrar o Supremo Tribunal Federal.

Preencher a vaga deixada pelo falecido ministro Direito não é fácil. Apesar de minhas divergências ideológicas com o mesmo, preenchia os requisitos determinados pela Constituição. O que não ocorre com o senhor Toffoli, cujo “alto conhecimento jurídico” inexiste.

Quanto a ter Toffoli defendido o indefensável e imoral “Mensalão” e os “Mensaleiros”, desnecessário dizer que, sendo advogado – mesmo que da União, poderia ter-se negado a fazê-lo – se tivesse dignidade e coragem para perder seu cargo.

Sabemos que todos têm direito à defesa, mas sabemos também que o advogado pode – ou não -, aceitar uma causa. Depende de seu Código de Ética e senso do que seja a Moral.

Para mim, cidadã e advogada, não tenho como aceitar queda nem sua indicação, nem o fato de vir o mesmo a ser Ministro de nossa Corte Maior.

Também o fato de ter sido seu escritório favorecido já é imoral e ilegal. Ter ele recorrido – é um seu direito, mas as alegações – se forem as noticiadas, improcedem, consoante escrevi em artigo anterior.

Infelizmente o voto é secreto. Mas mesmo sendo secreto, números não mentem. Até agora, só o senador Álvaro Dias posicionou-se frontalmente contra a indicação do mencionado advogado. Tal fato demonstra que todos saberemos como ele votará.

Quanto aos demais, mesmo os poucos que merecem minha admiração e respeito, não teremos certeza como votarão.

O senhor Toffoli, com seu “alto saber jurídico”, certamente não resistiria a perguntas feitas de forma inteligente e profunda, pois estas demandam o requerido “Saber”, do qual o senhor Toffoli é carente.

Resta-nos aguardar.

Lembro novamente aos senhores senadores que nós, o povo, estamos atentos. Quanto a mim, o número de parentes, amigos e conhecidos é tão vasto quanto vasto é este nosso Brasil. Todos, asseguro-lhes, estão como os olhos bem abertos. E, conforme o resultado da sabatina, quando chegar a hora de votar para senador em seus respectivos Estados de origem – em os conhecendo – saberão se eles merecerão, novamente – ou não – seus votos.

Adiantadamente, a todos asseguro que Álvaro Dias, não só no seu Paraná, como em TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO, terá os votos do grupo quase infinito das pessoas que acima nomeei, quando e se quiser candidatar-se mesmo à Presidência da República.

Last, but not least: ser “católico” não é qualidade, é condição.

O que Toffoli está pretendendo é o apoio da Igreja Católica, que nem sempre tem agido corretamente no decurso da História. Tanto assim é que, humildemente, o papa João Paulo II pediu publicamente perdão em nome da Igreja pelos erros e mesmo crimes por membros da Igreja perpetrados.

Nem precisamos ir tão longe. Só a pedofilia, praticada por muitos padres já é o suficiente para que a Igreja não só cuide melhor de seu rebanho como puna devidamente os padres pedófilos (o que, até onde sei, não tem ocorrido. Tais padres, inclusive, deveriam ter sido expulsos de imediato)…

Acima e além: a invocação do nome de Deus colocada pelo Constituinte no Preâmbulo da Maior Lei, não dá à Igreja Católica poder algum de ingerência nas questões de Estado.

Deus não pertence a esta ou àquela religião, mas a todas. O Brasil é um Estado laico. Esta afirmação é acaciana, mas faz-se necessária, pois sempre que de interesse de alguém (como Toffoli), busca nela apoio.

Transcrevo abaixo, não só um poema meu, como cópia do artigo que redigi sobre a posição do ínclito senador paranaense e publicado em diversos sites.

Rogando a Deus que a todos ilumine, fazendo deixar de pensar em si próprios mas nas pessoas que representam.

Sem mais para o momento,
subscrevo-me atenciosamente,

Mirna Cavalcanti de Albuquerque
OAB/RJ 004762

“Tenho olhos pra ver e palavras pra dizer.

 É triste o que vejo.

 É triste o que agora escrevo.”  

 

“Tenho olhos para ver. Coloco em versos  a realidade que nos cerca”

Pobre nação em errada direção.
Pobre país sem futuro honrado.
Pobres os “homens comuns”,
infelizes os cidadãos honestos.

Têm sido todos vilipendiados
pela sociedade e, se julgados,
são condenados pela maioria dos togados.

Os corretos, resignados,
têm-se mantido calados.
Amedrontaram-se, desencorajaram-se…
Reina aqui, sobranceira,
a desprezível iniqüidade.
Falta há de respeito.
Sobeja a indignidade.

Grande parte dos membros dos Poderes
– A MAIORIA, em inaceitável proveito próprio,
usa os dinheiros públicos
para sua vergonhosa alegria.

O Estado não garante os Direitos – todos –
na Lei Maior consagrados.
Esqueceu-se mesmo de que o nome de Deus
no constitucional preâmbulo foi invocado.

Onde os políticos honestos?
Onde os juízes justos?
Onde o povo, que nada faz?

O QUE SERÁ DE TI,
BRASIL, MEU AMADO PAÍS?

E-MAIL DO SENADOR ÁLVARO DIAS

“Doutora/Colega Mirna: continue nessa cruzada em prol da Ética e Moralização, pois, ainda que um – apenas um – cidadão brasileiro se conscientize de todos esses asquerosos desmandos, se revolte ante ao estado de coisas e influencie a massa ignara, inerte e letárgica, reunindo forças para darmos um “basta” na situação. Portanto, Mirna, siga na sua senda cívica em prol da moralidade (ontem, o caso Sarney, hoje, Toffoli, para o STF [putz, eu mereço!]).Sen. Alvaro Dias to me
show details 12:21 PM (3 hours ago)
Cara Dra Mirna, 
O advogado Toffoli está sendo sabatinado. Ainda não tive a oportunidade de me manifestar, mas adianto que vou votar contra a sua indicação para o Supremo. Entendo que ele não tem  notório saber jurídico e nem conduta ilibada. Do seu currículo não consta nenhum mestrado e muito menos doutorado. Não escreveu nenhum livro e tem duas condenações na Justiça. Portanto, não reúne as condições previstas na Constituição para exercer a elevada função de ministro da  nossa maior Corte de Justiça. O fato de ter sido advogado do PT e assessor jurídico das campanhas do presidente Lula dá a indicação um nítido caráter político, o que não se coaduna com as funções de um Ministro do Supremo Tribunal Federal. È necessário evitar a invasão da política partidária no STF. Na  primeira reunião da Comissão de Constituição e Justiça que tratou do assunto, já manifestei a minha posição, conforme o noticiário que se encontra ai em baixo.

Quanto ao Senador ALVARO DIAS, lembro ser necessário que se levantem vozes no Senado, pois, afinal “uma andorinha só não faz verão”. Um grande abraço. PRESTES.”

 

Cordialmente,
Alvaro Dias

 

NOTA: a aprovação hoje, de Toffoli, pelo Senado Brasileiro é prova inconteste da’interdependência’ dos ‘Poderes’…

Por tudo o que tenho escrito, só resta lastimar que minhas palavras foram escritas para  cidadãos que não sabem ler.

 É demonstração negativa tanto do Senado do Brasil, quando da indevida “interdependência dos Poderes”.

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