Publicado por: mirnacavalcanti | 21 de abril de 2015

Juízes divergentes


INTRODUÇÃO

É para mim um prazer postar artigo do mestre Herkenhoff. Todos eles são lições de vida, experiências, exemplos a ser seguidos pelos que, por sua posição, distribuem JUSTIÇA. Sua forma de escrever é simples e objetiva, revela humildade e sabedoria, simplicidade e sentimento profundo de humanidade. Didático, o juiz Herkenhoff escreve para todos, sejam ou não ‘operadores do Direito’.
Mirna Cavalcanti

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João Baptista Herkenhoff

Um grande esforço é realizado pela Justiça no sentido de alcançar a convergência.
Neste sentido, procura-se a uniformização dos julgados. Com este objetivo são estabelecidas, por exemplo, súmulas da jurisprudência dominante.
Alguns tribunais adotam, como critério para a promoção dos juízes de grau inferior, verificar o número de suas sentenças confirmadas e reformadas. Alcançar um bom índice de decisões mantidas pelo superior instância seria prova de mérito.
Num certo aspecto a sintonia jurisprudencial é útil porque contribui para a segurança do Direito. É aconselhável que os cidadãos, as pessoas físicas e as pessoas jurídicas saibam se um determinado ato, uma determinada conduta, um determinado contrato coere ou não com as normas vigentes.
Sob um outro ângulo a fidelidade a princípios rígidos atenta contra o bom Direito. Uma coisa é a norma abstrata. Outra coisa é a situação concreta.
Quando nos deparamos com a norma abstrata cabe seguir o conselho latino: dura lex, sed lex (a lei é dura, mas é lei). À face, entretanto, da dramaticidade da vida, o princípio do “dura lex” pode conduzir à injustiça.
Se devesse sempre prevalecer o brocardo “a lei é dura, mas é lei”, seria mais econômico substituir os magistrados por computadores.
Todos aqueles que um dia foram juízes, promotores, advogados, ou frequentaram os fóruns, saberão recapitular casos em que, para fazer imperar o Direito, foi necessário abandonar a hermenêutica literal.
Como condenar uma mulher que registrou filho alheio como próprio, ofendendo um artigo do Código Penal, sem considerar que se tratava de uma pessoa ignorante que agiu com nobreza de intenção, sem prejudicar quem quer que seja!
Como condenar aquela mocinha que, estuprada, praticou o aborto, sem procurar entender o sofrimento que a atormentava?
Como não desprezar a solenidade das salas de audiência e chorar (sim, o juiz é humano, o juiz chora), como deixar de chorar quando um ex-preso entrega ao magistrado a medalha de Honra ao Mérito, conquistada na empresa onde trabalhava, declarando: “doutor, esta medalha é sua; se naquela tarde eu tivesse permanecido na prisão eu seria hoje um bandido.”
Como deixar de lado o aspecto existencial do encontro das partes em geral com o juiz e reduzir esse encontro a um ato meramente burocrático, mecânico, frio. Como recusar o aperto de mão, a aproximação física, o olhar, todas as formas de expressão de humanidade para, em sentido contrário, colocar um biombo, uma barreira, uma proibição, separando o comum dos mortais da divindade que veste toga!

João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado (ES), professor e escritor.
E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com
Site: http://www.palestrantededireito.com.br
CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/2197242784380520

É livre a divulgação deste texto, por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.

Publicado por: mirnacavalcanti | 28 de outubro de 2014

CEO Says The Absolute Last Thing Brazil Investors Need To Hear Right Now


These are the first negative world effects after  the presidential election results  in Brazil.                                                   Mirna Cavalcanti

 Reuters Murilo Ferreira, the new chief executive of the Brazilian mining company Vale, in Sao Paulo on July 22, 2011.

Reuters Murilo Ferreira, the new chief executive of the Brazilian mining company Vale, in Sao Paulo on July 22, 2011.

Brazil is crashing after President Dilma Rousseff beat challenger Aecio Neves over the weekend.

Now Rousseff has four more years to turn the Brazilian ship around. The once-booming country is experiencing high inflation, thin corporate margins, and low growth. Stocks are crashing now because Wall Street was hoping the center-right Neves would win the election and become the man to take on this task.

It’s a tough task already, and it’s getting only tougher as global market conditions continue to fall out of Brazil’s favor — especially when it comes to the country’s big commodities exports like steel.

“What we’re seeing on the ground is a significant reduction in confidence domestically within China as it pertains to building and construction, which is where a lot of steel goes,” Paul O’Malley, CEO of the $3 billion international steel company Bluescope, told the Australian Financial Review. “Yes there is still growth [which] may well return, but at the moment, the heyday is over.”

Brazil needs this moment of limited demand to end now, but China’s slowdown isn’t ending anytime soon. Global demand isn’t changing. Hedge fund manager Paul Tudor Jones, who recently spoke at the Robin Hood Investor Conference, said he thought commodities would suffer from limited demand until 2020.

Now this isn’t anything new, but it seems as if Monday has been a gut-check day for Brazilian investors. Those who were hoping for the quick confidence jolt of a Neves win were disappointed, and it’s showing in stocks like Vale.

Vale is the $54 billion Brazilian iron ore producer — the world’s largest. And yes, the company has been trading at five-year lows because of a supply glut.

On Monday, the stock was down 6%.

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vale

Yahoo Finance

 It’s important to understand that this story has wide implications for the global economy. A Chinese slowdown hurts every company and country that has been supporting that. Think: Brazil and Australia specifically. As demand falls off in China, it will be harder for companies to manage supply.

Pay close attention.

Publicado por: mirnacavalcanti | 24 de outubro de 2014

VOTOS DOS IDOSOS: 20.6 milhões !


É chegada a hora de, em vez de ‘pedir’, ‘doar’… IDOSOS de meu país: VOTEM!!!                                                                                             pátria4

… E continuam as inverdades… Manipulam e ‘encomendam‘ pesquisas PAGAS (ao fim e ao cabo) por nós, em valores estratosféricos… Até onde seguirão mentindo?… Até quando o povo seguirá nelles acreditando, mesmo com esses escândalos todos, que levam a crer – no mínimo –  na irresponsabilidade da presidenta-candidata, em seu mau gerenciamento, em sua incapacidade até mesmo para escolher seus auxiliares? Até quando???

Em todos os debates, a senhora candidata jamais se sobressaiu positivamente – ao contrário – tem-se  voltado para o passado e a repetir cansativamente as promessas feitas há 4 anos e não cumpridas em 12 … 

Ora, a Lógica não pode aceitar essas ‘pesquisas‘ , pois nada mais são do que espécie de ‘terrorismo pré-eleitoral’, com o objetivo de influenciar os indecisos, os fracos, os mal informados, os que , infelizmente, não têm o grau de discernimento necessário para poder aferir e distinguir entre a verdade e a mentira, entre a realidade e a pretensão do partido que não quer perder o poder, os empregos, as oportunidades de mais ainda enriquecer ilicitamente (consoante os escândalos e as investigações têm provado), nem deixar de seguir implantando o comunismo no país, para finalmente a todos nós dominar, tirando-nos os mais sagrados e consagrados direitos, entre os quais se sobressai o da liberdade.

Deixemos as pesquisas de lado. Sigamos com nosso trabalho laborioso e dedicado , cujo objetivo é o bem do país e cuja remuneração será ver o AÉCIO presidente de todos nós!

Fundamental: CHAMEMOS para as urnas OS QUE, PELA IDADE, NÃO PRECISAM MAIS VOTAR: SÃO 20.6 MILHÕES de pessoas!

MINHA GENTE:  TEMOS CONDIÇÕES DE SOMAR  aos demais e ELEGER AÉCIO!

Não se imaginem incapazes – não o são! Usem seu direito de cidadão – VOTEM! Nunca estivemos tão perto, em 12 anos de ‘reinado comuno-tupiniquim’, de MUDAR! E o país precisa de vocês, de nós todos, para tirar o poder de quem o está usando para obter vantagens para o partido, seus aliados e países liderados por ditadores sanguinários. Quem assim age, não honra o cargo, nem a posição que ocupa como Chefe de Estado e de Governo. Inclusive, por sua história de vida sequer merecia ter sido eleita, pois carecedora das qualidades todas não só necessárias como fundamentais para ser a dirigente deste país continental.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque

Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2014

Publicado por: mirnacavalcanti | 1 de abril de 2009

Day by day … “Who I am…”


“There’s no need of legends… Just see with ” the eyes of the soul…” which connect all the human beings when in the same ‘latitude‘…”

“Não há necessidade de legenda. Vejam com os ‘olhos da alma’ – que nos conectam como seres humanos, quando na mesma ‘latitude’.”

                                                                          

” We all should live day by day , thanking God for each and every day that we are to  do simple things as wakeup, open the eys – and see, talk, walk… things that we usually consider ‘normal‘ , many of our fellowmen aren’t able to do. Nothing should be taken for granted all is a Miracle of Life!”

“Devemos viver tods os dias agradecendo a Deus por cada um deles, nos quais podemos abrir os olhos e ver… falar, caminhar… todas essas coisas que achamos ‘normais‘ – mas que muitos de nossos irmãos não têm ao seu alcance são, na v erdade,  Milagres da Vida!” 



“The Decision: Who I am: uncondicional love, transcendental soul”
 My godmother and great-aunt, Beatriz Josefa Sobreira and I(photo below this one), when I was four years old, in Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil.  She was the person who loved me most in this world and one of ‘my mothers’.   Since I was born, she dedicated her life to make me happy, with an immense, uncondicional love. She raised me … she and my mother Elza raised me  as a creature and child of God. The same love she dedicated me she devoted to my three kids… helping me raising them, with the same love and dedication.  
                                             

Long ago, in my ‘teens’, on a certain day, that I thought would be like all the other days,  after my  daily meditations about life, I felt the time had arrived… and made the decision I consider the most important to me…I thought that if I would succeed in life, I certainly could be able to help my fellow men… Then I decided  to triumph.

I had already found out  that my human condition and way of life, was keeping me from facing  life as I could and should do … I had imposed  certain limitations on myself.  So, to achieve my goal,  this problem should be solved in order to ‘free’ myself from them.

The  high walls that I had built around me should be destroyed. So I did.  It wasn’t easy at all, but I did.

I decided not  to wait for  opportunities, but pick them up wherever they could be found.

I decided that every problem that possibly would arise, should be received by me, only as an unique way to solve it appropriately and grow as a better human being.

I decided to see the deserts as being opportunities to transform them into flowery, fresh oasis.

I decided that every night I should admire the stars twinkling in the deep blue sky… to watch the black clouds with their rich beauty… I felt them like mysteries  that led me to  meditate about the greatness of the Creator…  It’s a paramount to try to feel happy ‘no matter what’… After all,  God Himself  gave to my soul, sensitivity … and these thoughts that make me feel  part of His own Wholeness… in the immense existing universes…

I decided that each dawning of a new day would ALWAYS be a magic opportunity to live and be happy and try to make happy not only those around me, but all the creatures  that I might meet – in  every possible senses… I shoul try to reach their souls through the path of love, with my deeds , with my writings, with my words, with my music.

I decided to stop thinking about being the best in everything I do, but knowing better what and how to do what I should. I realized that I was not the best and that might never be, but I certainly decided that I would be the best that could be.

I no longer cared who would ‘win’  ‘ or who would ‘lose’. What was of utmost importance to me  was  being aware I was doing all my best  – even if through very hard efforts – to succeed in whatever I decided to do.

Moreover, I have learned that it is not that difficult to achieve success. The hardest thing is when, after struggling towards it, it does not occur. So,  should I force myself to try to achieve further excellence of my proceedings, as other people’s lives might  someway depend on me.

I learned that there is no greater triumph than to help others with true humility, solidarity, understanding  and love and never look for recognition or gratitude for our deeds (they might never happen- mankind is usually ungrateful).

I realized I had chosen a career in which I would probably shine  very much, but I preferred to stand with the less fortunate and help them with my knowledge… never letting them know, it was me who was trying-  with all my faith and strength – to  improve their lives in this so little world of ours.

On that memorable day, I stopped being a reflection of someone who had wan some victories… I pursued  the true light of this life and the future ones….

I  soon understood  that it would not be important if only I could see and walk towards  Light.  I should also illuminate the path fort all those I met in my journey. As hard as it was such a ‘contract‘ (and I’ve seen it really is) I should never give up. And so it has been…

It was really “the” decision of my life, as a whole structure and projects had to be changed and  since then have been permeating my days.

I have no regrets. On the contrary, I am thankfull  to our Celestial Father for having enlightened me.

That was the day  I realized: dreams are the raw material of reality. 

Once  they are songs of the stars, and blessed by the Heavens…. Once they are written in golden letters in the pages of the Book of Destiny… then, all my dreams can become  into tangible reality.

 

Since that sunny beautiful  Autumn  day – which I will  never forget. the colors of  Nature were showing  all their splendor to my eyes and nurtured my soul… Since then, year after year , tender, yet strong hope has been always resprouting growing stronger and stronger  on the branches of “Tree of my life.” 

Some fruits have been falling… but new buttons reappear soon after.  All  of them have been growing,  incessantly flowering and certainly have been turning into  the sweetest fruits that I share with love as I follow the path, which h  I have already walked more than half way… 

Mirna Cavalcanti de Albuquerque,                                                                                                      Rio de Janeiro, May 18th, 2012


“A Decisão” : Quem sou: amor incondicional, em alma transcendental”
“The Decision: Who I am: uncondicional love, transcendental soul”

Minha madrinha e tia avó, Beatriz Josefa sobreira e eu, quando estava com quatro anos de idade, na cidade de Porto Alegre, RS. Foi a pessoa que mais me amou neste mundo e uma das ‘minhas mães‘. Viveu para mim, ajudou-me a criar meus filhos e tudo com um amor imenso, incondicional. ‘Doou-se’ a mim e a eles. A ela devo grande parte de quem sou como criatura e Filha de Deus.


 


Há muito tempo, ainda na adolescência, em um certo dia, que me parecia seria como todos os demais, após diuturnas meditação sobre minha vida, decidi que era chegada a hora de tomar a decisão que considero a mais importante para mim, pois se obtivesse sucesso, certamente poderia – e muito – vir a ajudar meus semelhantes: decidi TRIUNFAR.

Havia já constatado que minha humana condição e forma de viver, impediam-me de enfrentar a vida como poderia e deveria fazê-lo. Tinha, até então, imposto a mim mesma certas limitações. Assim, para chegar ao meu objetivo, este problema teria que ser resolvido. As muralhas que havia construído à minha volta deveriam ser destruídas. Assim fiz. Não sem dificuldades, mas fiz.

Decidi não mais aguardar por oportunidadesmas buscá-las onde quer que se encontrassem. Decidi que cada problema que surgisse, seria desde então encarado por mim apenas como uma forma de encontrar para o mesmo a solução adequada.

Decidi ver os desertos como sendo probabilidades de transformá-los sempre em oásis.

Decidi que todas as noites, ao admirar as estrelas cintilarem no profundo azul do céu, ou a observar as negras nuvens que lhe toldavam a beleza, seriam os mistérios que me fariam meditar na grandiosidade do Criador e o quão feliz eu sempre me sentiria por ter sido por Ele capacitada a ter estes pensamentos: encontrar-me no Todo, ser parte desse incomensurável Universo.

Decidi que cada raiar de um novo dia seria SEMPRE oportunidade única para viver e ser feliz, bem como tentar fazer felizes não só os que me rodeiam,  mas a todas as criaturas que, de uma ou outra forma, eu poderia vir a alcançar, seja fisicamente, seja por meus atos, seja por meus escritos.

Decidi deixar de pensar em ser a melhor em tudo que faço, mas saber melhor o que fazer. Reconheci que não era a melhor e que talvez jamais viesse a ser, mas decidi que eu seria a melhor que pudesse ser.

Não mais me importei com quem ’ganhasse’ ou quem viesse a ’perder’. Importava-me – isto sim – em ter consciência de haver-me esforçado ao máximo para obter êxito no quer que fosse que me houvesse predisposto a fazer.

Por outro lado, aprendi que não é difícil obter-se êxito. O mais difícil é quando tal não ocorre. Então eu deveria esforçar-me mais ainda para tentar alcançar a excelência de meus feitos, vez que deles dependeriam talvez vidas de meus semelhantes.

Aprendi que triunfo maior não há do que poder ajudar os demais com humildade e jamais esperar reconhecimento ou gratidão pelo que fizesse.

Compreendi que havia escolhido uma carreira na qual poderia brilhar muito, mas preferi ficar ao lado dos menos afortunados e ajudar-lhes com meu conhecimento, sem que eles jamais viessem a saber que era eu que estava tentando com todas as minhas forças melhorar a forma como viviam.

Naquele inesquecível dia, deixei de ser o reflexo de alguns triunfos que obtivera, para tornar-me a verdadeira luz do presente  a projetar-se sempre no futuro seguinte.

Compreendi – e tão cedo- de que nada serviria tornar-me luz se não pudesse também iluminar o Caminho de todos quantos eu encontrasse em meu caminhar. Por mais difícil que fosse tal ’empreitada’ (e tenho visto que é), jamais deveria desistir.

Foi realmente “a” decisão de minha vida, pois modificou toda uma estrutura e projetos que até então permeavam meus dias. Não me arrependo.  Ao contrário: rendo Graças ao Deus de Todos nós, por haver-me iluminado o pensamento.

Naquele dia percebi que os sonhos são a matéria-prima da realidade. Se eu realmente me esforçasse e se estivesse escrito em meu destino que eu poderia, em sonhando, transformá-los em palpável realidade, tal ocorreria…

A partir daquele dia de outono que jamais poderei esquecer, tenros, mas fortes rebrotos sempre têm nascido na “Árvore de minha Vida“. Mesmo tendo alguns frutos caído, novos botões renascem logo a seguir. Todos  têm crescido, florido e se transformado em dulcíssimos frutos que distribuo com amor enquanto percorro Meu Caminho.

Mirna Cavalcanti de Albuquerque.                                                                                              Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2012.

PS – Friends from all the world: Till tomorrow  I’ll post the English version.  

Publicado por: mirnacavalcanti | 31 de dezembro de 2015

Mais um ano…


 

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Entra ano, sai ano, as mensagens são todas semelhantes… Não me preocupo com a originalidade, nem busco escrever algo diferente, mas a sinceridade.

Certamente 2015,  mais do que todos os anos anteriores, foi pesado e cheio de problemas que, graças a Deus, foram solucionados e têm-me feito crescer como criatura, tornando-me melhor, mais forte, mais resoluta, com mais entendimento sem, contudo, ser  leniente com o que venha a afrontar valores e princípios .

 

Cada um de nós é um universo com anseios de ordem material e espiritual, de vontades e necessidades do corpo e da alma, de querer manter-se o que se tem ou ainda de vir a obter o que se almeja…

Para uns, a estrada já vai longa  mas, mesmo assim, ainda há sonhos… vívidos, que gostaríamos de tornar realidade; … são estes sonhos que nutrem a Esperança.

Assim, não tendo a genialidade que gostaria de ter, mas com sensibilidade e amor, para todos, desejo ESPERANÇA constante, RENASCER de nós mesmos em nós mesmos, em TODOS os dias deste ano de 2016.

Que a partícula Divina que nos anima, se mantenha em incessante ascensão, fulgurante, pois é VIDA que pulsa com toda sua intensidade.

SAÚDE, LUZ e PAZ!!!

Amorosamente,

Mirna Cavalcanti de Albuquerque

Rio de Janeiro, 31 de Dezembro de 2015

 

Publicado por: mirnacavalcanti | 20 de dezembro de 2015

ONDE a JUSTIÇA, ‘Tribunal Maior’?


Até quando teremos que esperar a Justiça usar a balança e a espada para punir os criminosos todos deste país?

…   “A espada sem a balança é brutal, a balança sem a espada é a impotência do Direito” …                           Seguraram a balança, brandiram a espada… DESNIVELADA a balança.    ONDE a JUSTIÇA???

 

 

 

 

 

Sou uma pessoa consciente e justa. Temperamento forte e ardente, jamais perdi o equilíbrio; ‘balancei’ algumas vezes – é verdade, mas não caí – nem cairei. NADA nem ninguém nesta Terra poderá fazer com que tal ocorra. Só dobro a cerviz perante Deus.

Há muitos motivos para estar triste – muitos mesmo… mas, por surreal que possa parecer, não só fortalecem aqueles minha fé, como intensificam sobremaneira  a vontade de lutar contra as causas que lhes originaram, para tentar restaurar o respeito aos Princípios pelos quais pauto  minha vida.

Sigo a caminhar – sempre mantendo a cabeça erguida e os olhos fitos em um horizonte que minha alma sabe existir. Busco a forma certa de fazê-lo (que sei não ser fácil), mas ‘chegarei lá’, sem JAMAIS nivelar-me aos baixos…

Lembro-me de uma conversa que tive com um de meus maiores mestres  e queridíssimo amigo, quando discutíamos sobre os sentimentos humanos frente à realidade. Disse-me ele:

“O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses.”… Este amigo, era ninguém menos que José Saramago.

Assim, essa gente pequena, tão pequena que chega a ser ‘ínfima’, gentaça mesmo (não importa que esteja em postos elevados ou pertença à ‘arraia miúda’;  ao fim e ao cabo, é rebanho que só se move tangido. Essa gentalha está a causar tudo o que há de errado, mau, pernicioso e injusto neste mundo.          Não merecem  esses seres abjetos que eu desvie meus olhos do patamar elevado em que estou, sempre em ascendência, para descer à pútrida lama na qual chafurdam; cairão no inferno, que é seu lugar. Quanto mais ‘instruídos’ forem, por mais terão que responder.

Lembro, por oportuno o que afirmou ZAPATA:                                                                “Se não há justiça para o povo, que não haja paz para o governo”.

‘Para todo o problema há solução’. Conclamo a todos buscá-la em nome da LIBERDADE!

Mirna Cavalcanti de Albuquerque

Rio de Janeiro, 20 de Dezembro de 2015

Publicado por: mirnacavalcanti | 10 de dezembro de 2015

A CARTA dos intelectuais e o Impeachment


 

 

 Brasil

Primeira e fundamentalmente

Ressalte-se e repita-se à exaustão: o pedido de impeachment, subscrito por juristas – estes sim, de escol e história de vida admirável, foi elaborado considerando fatos irrefutáveis e fundamentado nas disposições da Lex Maxima e na legislação subalterna atinente ao assunto.

 A ‘carta’ revela desconhecimento não só da realidade fática, como da própria legislação brasileira e principalmente da Constituição Federal. Tampouco exsurge da referida carta, interesse real na nação (leia-se ‘povo’).

Desnecessário citar nomes. Entre os subscritores (a maioria ligada à classe artística), há poucos que  são excelentes. Preponderam os razoáveis, seguem-nos os medíocres…                                                                                                          Empregados ‘globais’  ou  de outras emissoras, sustentados por suas fugazes ‘conquistas televisivas’, essas ‘celebridades’ demonstram carecer de conhecimento fundamental do que seja realmente a democracia.    São ecléticos: atores que são cantores, modelos que se transformaram em atores, espécies de ‘factotums’ dos palcos… (*)‘Cultura’ – a maioria não possui.

Não li suas certidões de nascimento, mas parece-me que a maioria sequer havia nascido quando os militares tiveram que assumir o poder para que Jango, sob a orientação do inteligente Brizola, não fizesse do Brasil um país comunista.         Não viveram a História e o que é mais grave: não a estudaram devidamente. Bons no seu métier, admirados alguns pelo que fazem, melhor fariam se ficassem com a arte.  Pois é comum que o ‘desvio de função’ –  arte/política, só enfraquece o dom natural de representar e pode, muitas das vezes, até mesmo anulá-lo.

Outrossim, seria interessante verificar quantos deles  se beneficiaram (e aos seus) da Lei Rouanet  e as vultosas quantias que receberam/recebem para suas produções… saberíamos o motivo de tanta afinação com o governo desses esquerdistas. O dinheiro faz maravilhas... principalmente para a ‘esquerda caviar’ que, quando a situação piora, atravessa o Atlântico e passa temporadas a absorver o que de melhor existe no velho continente…

No entanto, esquecem que mesmo a ‘democracia participativa’, requer conhecimento de causa…

Lembro, por oportuno, o anexim atribuído ao escultor grego Apeles: “Não suba o sapateiro além da chinela”

 

Mirna Cavalcanti de Albuquerque

Rio de Janeiro, 09 de Dezembro de 2015

(*) Por favor, não comparar, por impossível, NENHUM deles à maravilhosa Marilia Pera, que há tão pouco tempo, infelizmente, nos deixou. Era de extrema versatilidade, QI altíssimo, raiando a genialidade. Personalidade forte e reta. Em seu trabalho, qualidade, ética e respeito era o que buscava. Disse, ao comentar a crise enfrentada pelo governo petista, lamentar o sacrifício imposto ao povo pelos políticos.  Os que aí ficaram poderiam ousar a ela comparar-se.

Publicado por: mirnacavalcanti | 8 de dezembro de 2015

Poesia, força, encanto e magia


eu

Sentir, sonhar, viver… expressar com sinceridade os sentimentos todos para aqueles que tenham vontade de construir pontes e atravessá-las para alcançar almas às suas assemelhadas…

 

Poesia é emoção, vida e sentimento;

É o riso da criança, é o canto do vento.

Poesia é agradecimento no sorriso sem dentes

do faminto ao receber com estomago vazio, alimento.

 

Poesia é o brilho que surge nos olhos baços do velhinho

ao receber qualquer gesto de inesperado carinho…

Poesia é a surpresa do cansado andarilho quando encontra

ao acaso, sob as estrelas, seguro  abrigo…

 

Poesia é ouvir palavra amiga de algum

desconhecido, quando a solidão penetra

fundo na alma e no peito crava doloroso espinho.

Poesia é amor; é alegria e tormento, tristeza

e contentamento, esperança e crença…

 

Poesia é sonho e realidade; é transformar

a mentira em verdade; é extrair de si inexistente

felicidade e doá-la com amor infindo para os que

Mais dela precisam, para seguir vivendo!

 

Mirna Cavalcanti. Leia Mais…

Publicado por: mirnacavalcanti | 9 de março de 2015

Algumas questões de Justiça


João-Baptista-Herkenhoff2
                                              João Baptista Herkenhoff
 
          Ministros dos altos tribunais, desembargadores federais ou estaduais, magistrados de cortes internacionais são, antes de tudo, juízes.
          Há tanta grandeza na função, o ser humano é tão pequeno para ser juiz, é tão de empréstimo o eventual poder que alguém possui para julgar, que me parecem desnecessários tantos vocábulos para denominar a mesma função.
          Talvez fosse bom que os titulares de altos postos da Justiça nunca se esquecessem de que são juízes, cônscios da sacralidade da missão. O que os faz respeitáveis não são as reverências, excelências ou eminências, mas a retidão das decisões que profiram.
          Já no início da carreira na magistratura, mostrei ter consciência de ser “de empréstimo” a função que me fora atribuída. Disse em São José do Calçado (ES), uma das primeiras comarcas onde atuei:
O colono de pés descalços, a mãe com o filho no colo, o operário, o preso, os que sofrem, os que querem alívio para suas dores, os que têm fome e sede de Justiça – todos batem, com respeito sagrado, às portas do Fórum ou da residência do Juiz, confiando na sua ação, na sua autoridade, na sua ciência, na sua imparcialidade e firmeza moral. E deve o Juiz distribuir Justiça, bondade, orientação, confiança, fé, perdão, concórdia, amor.
                        Como pode o mortal, com todas as suas imperfeições, corporificar para tantos homens e mulheres a própria imagem eterna da Justiça, tornar-se aquele ente cujo nome de Batismo é colocado em segundo plano para ser, até mesmo para as crianças que gritam, carinhosamente, por sua pessoa, na rua o… Juiz?
                        Só em Deus se encontra a resposta porque, segundo a Escritura, Ele ordenou:
“Estabelecerás juízes e magistrados de todas as tuas portas para que julguem o povo com retidão de justiça”.
Outra questão. Tempo vai, tempo volta e, no horizonte dos debates volta-se a discutir a conveniência de alterar, por força de emenda constitucional, a idade da aposentadoria compulsória dos magistrados, de 70 para 75 anos.
Os interessados na aprovação da matéria são, de maneira especial, os magistrados que se encontram à beira da idade-limite.
O empenho de permanecer na função, no que se refere aos juízes, é tão veemente que o humor brasileiro criou uma palavra para a saída não voluntária – expulsória. Diz-se então assim: “Fulano não vai pedir aposentadoria de jeito nenhum. Só saí na expulsória”.
Sou absolutamente contrário à pretendida alteração constitucional. O aumento da idade da aposentadoria compulsória retira oportunidades de trabalho para os jovens. Mais importante que manter os idosos, nos seus postos, é abrir possibilidades para os novos.
Terceiro ponto. Sou a favor do voto aberto e motivado na promoção dos juízes. O voto secreto, por mera simpatia ou antipatia, ou por critérios ainda mais censuráveis, deslustra a Justiça. Quem vota deve sempre declarar pública e limpamente o seu voto. O processo de democratização do país, a que estamos assistindo, com o debate público de todas as questões, não pode encontrar no aparato judicial uma força dissonante.
Em 30 de agosto de 2005, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), acolhendo pedido formulado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), aprovou resolução no sentido de que a promoção dos magistrados, por merecimento, obedeça, nos tribunais, ao princípio do voto aberto e motivado.
Rebelamo-nos contra as promoções arbitrárias, imotivadas, dentro da magistratura, já em 1979, na tese de Docência Livre que defendemos publicamente na Universidade Federal do Espírito Santo. Dissemos então:
As promoções, no quadro, deveriam ser precedidas de concurso público de títulos e de provas. Desses concursos deveria participar, com peso ponderável, a OAB, pelas mesmas razões que justificam a presença da classe dos advogados no processo de recrutamento de juízes.
Os concursos buscariam apurar a operosidade do juiz, sua residência na comarca, o cuidado de suas sentenças, sua dedicação aos estudos, seus escritos e publicações, cursos de aperfeiçoamento que tenha frequentado, seu comportamento moral, social e humano etc.
Última questão. Sou contra a realização de audiências criminais por vídeo-conferência. Não me parece de bom conselho que se privem os magistrados do contato direto com indiciados, acusados ou réus. Parece-me que a ausência desse contato desumaniza a Justiça. O acusado – seja culpado, seja inocente – não é objeto, é pessoa. Quantas vezes, na minha vida de juiz, a face do acusado revelou-me o imponderável, a lágrima que rolou espontânea indicou-me o caminho. Não se trata de desprezar os autos, mas de ir além dos autos. Da mesma forma que o juiz deve ver o acusado, o acusado tem direito de ver o juiz, de falar, de expor, de reclamar, de pedir. Quanto a ser ou não ser atendido, isto é outra coisa. Mas cassar do acusado o direito de comunicação direta, afastando-o do magistrado através de uma máquina impessoal, parece-me brutal.
João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado (ES), professor e escritor.
 
É livre a divulgação deste artigo, por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.
Publicado por: mirnacavalcanti | 19 de fevereiro de 2015

A alegria segundo Francisco


AnteScriptum
Amigos,  este artigo foi-me enviado por seu autor. É precioso e, por seu conteúdo, conduz à reflexão – sempre importante e primacial nos tempos conturbados que vivemos – tão necessária sempre e primacialmente na atualidade.

Sinto-me feliz pelo privilégio e  no dever de compartilhá-lo abertamente.
Mirna Cavalcanti
                                                                                               Ternura
 João Baptista Herkenhoff(*)
          O maior anseio das pessoas, individualmente, e dos povos, coletivamente, é encontrar, nesta vida transitória, a felicidade e a alegria.
          No mundo capitalista, onde tudo se transforma em mercadoria, pretende-se fazer da felicidade um objeto de consumo e, por consequência, submetido a operações de compra e venda.
          Na contramão do pensamento circulante, marcado pelos desvalores, o Papa Francisco começa sua encíclica “Evangelii Gaudium” (A Alegria do Evangelho) denunciando a falsa alegria:
          “O grande risco do mundo atual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho.”
          Em oposição à enganosa proposta de felicidade fundada no egocentrismo, Francisco aponta uma outra rota para conduzir nossas vidas:
Chegamos a ser plenamente humanos, quando somos mais do que humanos, quando permitimos a Deus que nos conduza para além de nós mesmos a fim de alcançarmos o nosso ser mais verdadeiro.
As exortações do Papa não devem merecer ausculta apenas dos crentes e dos cristãos, e muito menos receber a restrita atenção dos católicos.
O texto é ecumênico, aberto aos múltiplos pensares contemporâneos. Não pretende, de modo algum, converter quem quer que seja ao redil confessional de Roma.
Numa época em que se faz da mulher um objeto, de forma explícita ou sub-reptícia, Bergoglio exalta a dignidade do feminino e não utiliza meias palavras para profligar o machismo e a violência doméstica.
Segundo prognostico, durante a permanência de Francisco no Vaticano a mulher será admitida ao sacerdócio católico, com lamentável atraso, pois em outras igrejas evangélicas já temos mulheres exercendo, em plenitude, o pastoreio e ocupando as sedes episcopais.
Na Missa do Galo do último Natal, o Papa disse que o mundo precisa de ternura. Papas anteriores doutrinaram que o mundo precisa de Justiça, Solidariedade, melhor distribuição dos bens, convivência harmônica entre as nações. Nunca tinha ouvido um Papa dizer que o mundo precisa de ternura.
O que é essa ternura que o Papa argentino deseja que habite o coração da Humanidade? Essa ternura não resume todos os valores, todas as metas, todos os sonhos?
Parece que, naquele momento, São Francisco de Assis habitou o espírito do seu homônimo: ”Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz.”
A ternura não tem rótulo de um credo religioso, nem está enclausurada nos domínios da Fé. Foi resumida, não por um filósofo, na academia, mas por um cantor argentino, num cabaré: “Tenemos que abrirnos, no hay otro remédio.” (Carlos Gardel).
 
(*) João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado (ES), professor e escritor. E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com
 
É livre a divulgação deste artigo, por qualquer meio ou veículo, inclusive através da transmissão de pessoa para pessoa.
Publicado por: mirnacavalcanti | 18 de fevereiro de 2015

Galileu, nós e o futuro


galileu-galilei

 

 

 

INTRODUÇÃO

Há anos, ao aprender, ainda na escola, sobre GALILEU GALILEI, um dos maiores gênios que a humanidade conheceu, não conseguira então, com meus 12 anos,  entender a razão pela qual, mesmo sendo respeitado por seus amplos  e incomuns conhecimentos  e,  ainda professor de matemática na Universidade de Pádua  (a mais antiga da Itália – 1222- onde lecionou de 1592 a 1610), ele caíra posteriormente em ‘desgraça’ ante a Igreja de Roma.

Cabe lembrar que, movido por sua curiosidade e ânsia de compreender o que via ao perscrutar os céus, e sabedor de que  um holandês havia inventado um objeto que ‘aproximava’ os corpos celestes dos olhos,  aperfeiçoou o mesmo e passou a admirar-se mais e mais com que via, tendo sido ele o primeiro a constatar a existência das crateras lunares. Graças ao ‘telescópio’, descobriu também planetas, suas luas e, quanto ao Sol, provou que este girava sobre  um eixo. A partir de então, veio a defender abertamente Nicolau Copérnico  e sua teoria: o Sol, e não a Terra, (consoante então imaginavam) era o centro do nosso Sistema Solar.  No entanto, seus coevos não tinham alcance para entender a amplitude e profundidade de sua inteligência, que se projetava  pujantemente em seu trabalho.

A Igreja Católica, inclusive, tinha visão oposta à sua e proibiu-lhe de divulgar suas ideias. Galileu naturalmente rebelou-se e publicou o famoso “Diálogo sobre os Dois Maiores Sistemas do Universo”. Passou desde então a ser abertamente perseguido pela ‘Santa’ Inquisição e a Igreja, irada por ter sido desafiada,  condenou-o  à prisão domiciliar.  Nesse seu ‘retiro forçado’ na Toscana, perto de Florença (onde nasceu e vicejou o Renascimento), seu riquíssimo mundo interior e sua vontade de mais saber, levou-o a investigar os céus até  sua morte, em 1642.

A Igreja que tanto o perseguira, somente em 1992, passados mais de 350 de sua morte   e graças  ao papa  João Paulo II, passou não só a considerar, como reconhecer formalmente suas teorias todas, inclusive a de que “ o Sol, e não a terra, era o centro do nosso Sistema Solar“…

GALILEU e a atualidade

GALILEU e pessoas assim ‘diferentes‘ (sem que sejam ‘gênios‘ como ele o foi), dificilmente são ‘aceitas‘ por seus contemporâneos: ‘assustam’…

A sociedade  desde sempre – e a história nos mostra – tem dificuldade em aceitar o que não entende e tenta fazer com que os demais descreiam das afirmações dos assim ‘diferentes’, dos que têm luz própria, dos que não ‘são parte do rebanho’, dos que não permitem sejam tangidos, dos que buscam caminhos outros, pois sabem existir, dos que não se conformam com a resposta comum: “sempre foi assim“…  Para o homem médio (medíocre)  pensamentos e agires têm que ser ‘estratificados’, moldados consoante aos da maioria – o que nem sempre correspondem à realidade (que não têm ‘como’ discernir). Isso leva ao engessamento do crescimento em todos os sentidos.

Portanto, o pensamento da postagem revela que Galileu bem sabia sobre o que escrevia , pois vivenciara, durante grande parte de sua vida as perseguições de seus pares (por sentimentos mesquinhos destes) e da Igreja, pois suas descobertas iam ‘de encontro’ ao que ela  ensinava então como CERTO e, pois, não admitia contestação qualquer que fosse, por motivos que lhe poderiam tirar parte do poder de ‘guia’, orientadora, mestra…

Transportando para a atualidade

Sendo 99.9% de nós, pessoas ‘comuns‘, há de ver-se o quão difícil é ‘entender os símbolos’… Triste realidade – pois em NADA de positivo avançamos – ao contrário: quanto mais a ciência ‘progride‘, o ser humano’, como tal, ‘regride‘…  e tanto isto é verdade, que as notícias todas que nos chegam, são as mais negativas possíveis. Revelam o aviltamento progressivo das criaturas em todas as esferas da ‘sociedade‘.

Que este despretensioso e pequeno ensaio  possa fazer com que pensem na importância de sua essência no contexto do momento em que vivemos e no que pretendemos ocorra. Há que aprofundarmo-nos com todas as forças em ações positivas.

Esquecermo-nos do ‘eu‘, para usar o ‘nós‘: COESÃO em busca do melhor para todos – não só no Brasil, como no orbe e, mesmo ‘universalizar’ no mais amplo e elevado sentido possível. 

Saúde, luz e paz!

Mirna Cavalcanti

PS –  Este é apenas um mero esboço de algo que se me assemelha provavelmente grandioso e está em estado embrionário em minha mente, crescendo e enriquecendo com o perpassar do tempo.

 

http://www.cientecno.com/site/2010/01/13/2009-os-quatro-seculos-da-ciencia-moderna

Publicado por: mirnacavalcanti | 15 de fevereiro de 2015

“Corte-se as cabeças da Hidra!”


Saudações fraternas, amigos leitores!

 

 

A Hidra de Lerna tinha 7 cabeças. A do Brasil, muitas mais. Como o Hércules da mitologia, cortem-se-nas todas e, para impedir que renasçam  'em duplicata', como IOLAU  cauterizem-se  os cortes, enterrando-se as cabeças  em profundo fosso  para assim, não regenerar-se mais.

A Hidra de Lerna tinha 7 cabeças. A do Brasil, tem muitas mais. Como o Hércules da mitologia, cortem-se-nas todas e, para impedir que renasçam ‘em duplicata‘, como IOLAU, cauterize-se os cortes, enterrando-se as cabeças em profundo fosso para assim, não  mais regenerar-se . O pais não suporta – nem tem como seguir tolerando tanta iniquidade, tanta corrupção, tanta falta de idoneidade…

Recebi o e-mail de um amigo, Odoaldo Vasconcelos Passos , indicando assistir o vídeo no qual Ronaldo Caiado, da tribuna do Congresso, desconstrói o discurso inqualificável, pois tendencioso e cerceador mesmo da democracia de outro senador do governo  –  seu lider (*).

Transcreveu ele tb. o pensamento do ‘Chanceler de Ferro‘: “As pessoas nunca mentem tanto quanto depois de uma caçada, durante  uma guerra e antes de uma eleição” – o qual ouso ‘retocar‘ abaixo. Ater-me-ei exclusivamente ao foco (não qto às ‘qualidades’ dos ‘politiqueiros‘)…

Penso que ‘generalizar‘ é perigoso – e Otto Von Bismarck o fez.
Nem TODAS as pessoas ‘mentem‘ nas ocasiões por ele mencionadas. A que nos interessa – no caso – refere-se às eleições, pois tudo o mais do recultado que tivemos, tem decorrido.

Ronaldo Caiado, (este sim, ‘político’), ao responder ao discurso de Humberto Costa, foi incisivamente objetivo, revelando o que todos os atentos  e ‘antenados‘ sabemos… O falar de Caiado não é mero ‘amontoado de palavras‘; seus irretorquíveis pensamentos, coordenados , alinhados em harmonia, refletem triste e vergonhosa realidade . Sugiro ouvirem-no com a devida atenção; expressa o que se deve fazer para salvar o país e a nação do triste destino que pretendem os maus brasileiros, sigamos.

Por oportuno, lembro – se houver algum leitor ‘esquecido‘: TUDO que a então candidata prometera NÃO fazer, está ocorrendo. Sequer há ‘contraponto’ entre suas palavras e suas ações, mas evidente ‘desencontro‘.

Assim, é mais do que chegada a hora de os cidadãos e seus representantes nos Poderes, parar, pensar e agir, para o bem do país , com os instrumentos mesmo da democracia.

“Cortem-se todas as cabeças da HYDRA”!

 

NUNCA houve momento tão propício para isso.

 

Mirna Cavalcanti

(*) https://www.facebook.com/video.php?v=341502059387135

 

Publicado por: mirnacavalcanti | 9 de fevereiro de 2015

“Os pássaros, o homem e a Palavra”


Como os pássaros, deveríamos 'voar'... Como os pássaros, deveríamos ser solidários e aos nossos semelhantes 'dar lugar': SOLIDARIEDADE e, mesmo que diferentes, Igualdade!

Como os pássaros, deveríamos ‘voar‘… Como os pássaros, deveríamos ser solidários e aos nossos semelhantes ‘dar lugar‘: SOLIDARIEDADE e, mesmo que ‘diferentes‘, Igualdade!

Hoje, ao ler Gálatas, 6:2 , diversos pensamentos se foram aglutinando e decidi redigir este primeiro artigo de 2015, sem pretensão qualquer que seja, a não ser a de externar o que sinto.

Gosto da natureza e observá-la é algo que me dá prazer, pois é uma escola viva.  Somos dela participantes ativos e alunos: uns bons, outros, não. 
 
Durante anos, ao observar o vôo das aves quando em formação ‘V’, me perguntei  porque tal ocorria. Sabia que havia uma razão e hoje a antiga curiosidade  levou-me a buscar respostas. Em apertada síntese, escrevo a seguir o que aprendi.
 
A maioria dos pássaros migratórios voam longas distâncias nessa formação e isso permite economizar entre 20% a 30% de sua energia. Estudos recentes revelam ainda que nesse voar, as batidas das asas de todos os pássaros são sincronizadas e eles encontram o exato ponto aerodinâmico ocasionado pelo benéfico deslocamento de ar das demais companheiras de jornada ,  o que facilita o voo uma da outra sucessivamente, não importando em que lugar se encontrem no ‘V‘.  Não fora isso, seria impossível evitar a espécie de turbulência que se forma atrás do corpo e nas pontas de suas asas, o que lhes impossibilitaria a  fundamental estabilidade para manter-se no ar. Daí a existência de duas fileiras se abrindo a partir do lider, vindo a formar o tal ‘V‘, o que lhes permite, inclusive, um excelente campo de visão. 
 
Interessante notar que é do líder toda a responsabilidade, pois define não só o rumo, como o ritmo de voo do bando e, se o que estiver no ápice cometer qualquer erro, este se propaga em cadeia para seus demais componentes. Sua posição é sempre no  vértice do ‘V’ e sua escolha é o resultado de um ‘revezamento‘ entre os membros do bando, observados por seu tamanho, idade e sexo (não necessariamente nesta ordem) – o que faz com que nenhum se canse demais e, desta forma, é mantido o fundamental ‘equilíbrio da justiça‘ –  fato este que a humanidade – como um todo – ainda desconhece.
 
Curioso ainda, é que todos  os componentes do bando deslocam-se cuidadosamente, sempre observando a localização da extremidade de suas asas até encontrar o exato ponto que lhes ofereça menor resistência entre a ave que está à sua frente. Assim agindo, o voo se torna mais fácil para todos: há ‘cooperação’ e um ‘entendimento’ que escapa à compreensão da maioria dos seres que se imaginam humanos … 
 
Entre os pássaros há uma evidente assistência mútua… ao passo que entre os homens, sentimentos mesquinhos crescem ultimamente em proporção geométrica, o que resulta nesta triste realidade que a pobre Terra todos os dias revela…
 
Aprenda-se, pois, com os pássaros, a ser solidário, a ser ‘GENTE‘!
 
Mirna Cavalcanti
Rio de Janeiro, 08 de Fevereiro de 2015

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